Papa Francisco brinca e diz que Brasil 'não tem salvação'

A piada foi dita em resposta a um grupo de brasileiros que pediu oração ao pontífice

Papa Francisco
Legenda: Francisco brincou com grupo de brasileiros durante caminhada pelo pátio de San Damaso, após a audiência geral do Vaticano
Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Ao responder de forma humorada o pedido de um padre paraibano feito nesta quarta-feira (26), o Papa Francisco brincou e disse que brasileiros não têm salvação. As informações são da Ansa, agência italiana de notícias.

O momento aconteceu quando o pontífice caminhava pelo pátio de San Damaso, após a audiência geral do Vaticano. 

Assista:

Ele foi abordado pelo sacerdote João Paulo Souto Victor, de Campina Grande, que pediu orações para a população do Brasil. "Santo Padre, reze por nós, brasileiros", disse.

"Vocês não têm salvação. É muita cachaça e pouca oração", respondeu Francisco aos risos.

O momento foi registrado em vídeo e repercutiu nas redes sociais. Em seu perfil no Instagram, o padre João Paulo comentou sobre a bênção que recebeu e o momento de descontração com Francisco:

"É inexplicável o que senti hoje, recebi a benção do santo padre, mas o que me cativou foi sua simplicidade e alegria, antes da benção, uma brincadeira e um gesto de afeto", disse.

publicação de padre sobre encontro com o papa
Legenda: O padre compartilhou o encontro nas redes sociais
Foto: Reprodução

Em Roma, o padre paraibano fez um mestrado sobre a influência das redes sociais na formação da consciência cristã. A pesquisa teve duração de um ano e oito meses, e o encontro desta quarta foi a despedida da capital italiana. 

Encontro com sobrevivente do holocausto

Durante a audiência, papa Francisco beijou o número de detenção tatuado no braço de uma sobrevivente do holocausto, em um gesto espontâneo de solidariedade. Lidia Maksymowicz, de 81 anos, polonesa de origem bielorrussa, deportada em 1943 para o campo de Auschwitz Birkenau quando tinha menos de três anos de idade, também foi vítima das experiências do criminoso de guerra Josef Mengele.

Entre os presentes na audiência realizada ao ar livre, a idosa aproveitou para cumprimentar o pontífice no final do encontro.

Após trocarem algumas palavras, ela puxou a manga para mostrar ao sumo pontífice a tatuagem com o número 70072, marcada pelos nazistas quando ela entrou no campo de concentração. O papa argentino se inclinou para beijá-la, e a sobrevivente, comovida, abraçou-o espontaneamente.

"Com o Santo Padre nos entendemos com um olhar, nenhuma palavra foi necessária", confidenciou a senhora.

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