O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, demonstrou preocupação sobre o ataque contra a usina nuclear de Zaporizhzhia, que está sob o controle russo.
Na noite da última quinta-feira (3), o ministro fez um alerta nas redes sociais, dizendo que, se a central explodir, o desastre será "dez vezes maior que Chernobyl", onde aconteceu, há 36 anos, a maior catástrofe nuclear da história.
O fogo na maior usina da Europa foi extinto, nenhum dos reatores foi atingido e não houve liberação de material radioativo. Autoridades ucranianas informaram, porém, que há registros de mortos e feridos.
"O exército russo está disparando de todos os lados contra a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa. O fogo já começou. Se explodir, será dez vezes maior que Chernobyl! Os russos devem cessar imediatamente o fogo, permitir a entrada dos bombeiros, estabelecer uma zona de segurança!", escreveu Kuleba em sua conta no Twitter, logo após a invasão.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também se manifestou após o ataque, acusando a Rússia de recorrer ao "terror nuclear" e de querer "repetir" a tragédia de Chernobyl. Nesta sexta-feira, Zelensky disse que o ataque poderia ter "parado a história da Europa". O presidente ucraniano, por sua vez, disse que o desastre pode ser até "seis vezes maior que Chernobyl".
Usina de Chernobyl
Localizada na Ucrânia, a Usina de Chernobyl foi tomada por militares russos, informou o governo da Ucrânia. Desativada há mais de 20 anos, a localização da usina é estratégica nas movimentações do conflito entre Ucrânia e Rússia.
Mykhailo Podolyak, conselheiro da presidência da Ucrânia, afirmou que a região é um depósito de resíduos nucleares e que o ato da Rússia é uma das "ameaças mais sérias para a Europa no momento".