Telescópio James Webb captura primeiras imagens de Marte: veja fotos

Segundo a Nasa, os registros trazem uma "perspectiva única" do planeta vermelho

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
20 de Setembro de 2022 - 06:50 (Atualizado às 07:03)
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Legenda: Registros inéditos foram realizados em 5 de setembro
Foto: Shutterstock

As agências espaciais dos Estados Unidos, Nasa, e da Europa, ESA, divulgaram as primeiras imagens de Marte, nessa segunda-feira (19), capturadas pelo Telescópio Espacial James Webb.

Os registros inéditos, realizados em 5 de setembro, mostram uma região do hemisfério oriental do planeta vizinho.

Segundo a Nasa, as capturas trazem uma "perspectiva única" de Marte e complementam informações coletadas anteriormente.

As capturas privilegiadas foram possíveis devido à posição do James Webb, que consegue observar o lado do planeta iluminado pelo Sol.   

As primeiras imagens de Marte de Webb, capturadas por seu instrumento NIRCam 5 de setembro de 2022
Legenda: As primeiras imagens de Marte de Webb, capturadas por seu instrumento NIRCam 5 de setembro de 2022
Foto: NASA, ESA, CSA, STScI, Mars JWST/GTO team

Nas imagens divulgadas pelas agências é possível conferir alguns detalhes. Por exemplo, no canto superior direito dela, o observador pode ver uma região acidentada de Marte. Já à esquerda, há uma simulação do terreno do astro. 

Também é possível enxergar uma mancha de cor mais clara, identificada como a bacia Hellas — cratera formada após o impacto de um antigo asteroide; os anéis da cratera de Huygens, que possui cerca de 450 km de diâmetro; e uma mancha escura, a Syrtis Major — formada por rochas vulcânicas basálticas que não possuem "capa" de poeira vermelha presente no resto do planeta. 

No inferior direito da imagem divulgada, há o registro de emissões térmicas, capturadas pelo NIRCam (câmera de infravermelho próximo), que opera em faixas invisíveis ao olho humano. Ou seja, nela é possível observar as ondas de luz emitidas pelo corpo celeste à medida que perde calor. 

"A região mais brilhante do planeta é onde o Sol está quase em cima, porque geralmente é mais quente. O brilho diminui em direção às regiões polares, que recebem menos luz solar, e menos luz também é emitida do hemisfério norte mais frio, que está passando pelo inverno nesta época do ano", detalha a Nasa.

Conforme a agência americana, os novos dados permitem analisar fenômenos sazonais e de curto prazo, como tempestades de poeira, nuvens geladas e as variações climáticas registradas ao longo do dia. 

Atmosfera e rochas da superfície

Estudos de espectroscopia trouxeram informações sobre os tipos de rochas presentes na superfície do planeta vermelho, além da composição da atmosfera dele. 

Análise pode ser usada por estudos futuros para identificar a presença de gases como metano e cloreto de hidrogênio
Legenda: Análise pode ser usada por estudos futuros para identificar a presença de gases como metano e cloreto de hidrogênio
Foto: NASA, ESA, CSA, STScI, Mars JWST/GTO team

A Nasa acredita que os dados serão valiosos para pesquisas futuras sobre as "diferenças regionais em todo o planeta e da procura de traço de gases na atmosfera, incluindo metano e cloreto de hidrogênio".

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