Duas doses da AstraZeneca podem ter até 90% de efetividade contra a Covid-19, diz estudo

No Brasil, a vacina é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Caixa com frascos da vacina é segurada por uma pessoa que utiliza luvas descartáveis
Legenda: O estudo divulgou os primeiros dados da AstrazeNeca no mundo real
Foto: Pool / AFP

A efetividade das duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra o desenvolvimento da Covid-19 pode variar de 85% a 90%, conforme análise divulgada nesta quinta-feira (20) pela Public Health England (PHE), a agência pública de saúde da Inglaterra. 

As informações são do jornal O Globo. Segundo a PHE, essas são as primeiras descobertas sobre a efetividade das duas aplicações do imunizante no mundo real. No entanto, os resultados ainda seriam inconclusivos, necessitando de mais evidências. 

No Brasil, a vacina da AstraZeneca é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Outro estudo já havia mostrado que o imunizante reduziu 95% das mortes na Itália. 

AstraZeneca em grávidas

Apesar dos resultados positivos, o uso da AstraZeneca foi suspenso para grávidas e puérperas desde o último 17 de maio, no Brasil. A decisão foi tomada após um caso suspeito de síndrome de trombose com trombocitopenia em uma gestante que teria foi imunizada, no Rio de Janeiro.  

A relação do óbito com a vacina ainda é investigada. Nesta quarta-feira (19), contudo, o Ministério da Saúde recomendou que grávidas que receberam a primeira dose esperem até o fim de gestação e do período puerpério - ou seja, até 45 dias pós-parto - para completar o esquema vacinal com a segunda aplicação. 

Mais doses no Brasil

Nesta sexta-feira (21), a Fiocruz prevê entregar ao Ministério da Saúde cerca de 5,3 milhões de doses da vacina.