Cientistas procuram pessoas geneticamente resistentes à Covid-19

Objetivo é identificar os genes que protegem esses indivíduos, para o desenvolvimento de drogas bloqueadoras de vírus

Legenda: Cientistas procuram pessoas que são geneticamente resistentes à infecção do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19
Foto: Divulgação

Em meio a uma pandemia que matou milhões de pessoas no mundo, a comunidade científica internacional procura, agora, pessoas que são geneticamente resistentes à infecção do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19. As informações são do jornal O Globo.

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O objetivo dos pesquisadores, segundo artigo da revista Nature, é identificar os genes que protegem esses indivíduos, para o desenvolvimento de drogas bloqueadoras de vírus, capazes de proteger as pessoas contra a Covid-19 e de impedir sua transmissão.

No entanto, se houver resistência genética ao coronavírus, pode haver "apenas um punhado" de pessoas com essa característica, disse à Nature Isabelle Meyts, imunologista pediátrica e médica da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, que faz parte do consórcio por trás da iniciativa.

"A questão é como encontrar essas pessoas.É muito desafiador", diz Sunil Ahuja, especialista em doenças infecciosas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em San Antonio. 

Para isso, é preciso restringir a busca às pessoas expostas, sem proteção, a uma pessoa doente por um longo período, e não testaram positivo ou montaram uma resposta imunológica contra o vírus. A pesquisa tem foco especial em pessoas que dividiram a casa e a cama com um parceiro infectado, pares conhecidos como casais discordantes.

Comparação dos genomas

Após identificar os possíveis candidatos, os pesquisadores vão comparar os genomas dos indivíduos com os de pessoas infectadas. Quaisquer genes associados à resistência encontrados serão estudados em modelos de células e animais para confirmar uma ligação causal à resistência e estabelecer o mecanismo de ação.

Cerca de 500 candidatos potenciais já foram recrutados por dez centros de pesquisa em todo o mundo, do Brasil à Grécia. A meta é ter pelo menos 1.000 recrutas.

 


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