Ganhando na chuva

Confira a coluna desta segunda-feira (4) do comentarista Wilton Bezerra

Atletas do Fortaleza segurando a taça de campeão da Copa do Nordeste
Legenda: O Fortaleza foi campeão da Copa do Nordeste pela 2ª vez na história
Foto: Kid Júnior / SVM

O título visa poetizar o comentário, lembrando, levemente, uma obra do cinema.

A conquista do bicampeonato da Copa do Nordeste e o espetáculo que a torcida do Fortaleza proporcionou no Castelão foram muito maiores que o jogo.

O tricolor não impôs um domínio de circulação rápida da bola entre as linhas defensivas do Sport.

O que pontificou, entre baixos desempenhos individuais, foi a luta solitária de Moisés.

Foi ele que sofreu o penalidade cometida por Thyere, que Pikachu converteu no gol do título.

O Sport criou uma situação de gol, com o ala Sander.

No segundo tempo, vários fatores contribuíram para que a partida fosse mal jogada.

Jogo brusco de muitas faltas, conflito entre jogadores, pressão dos bancos de suplentes e, para aumentar o furdunço, muita chuva.

Campo encharcado e disputa para se livrar das poças d'água que se formaram no campo de jogo completaram o cenário desfavorável.

Até a iluminação do estádio andou faltando, aos 45 minutos da segunda fase.

Afora isso, dois sobressaltos para o Fortaleza: a penalidade que se imaginou, de Benevenuto em Sander, e a expulsão de Robson.

Aí, a situação dramatizou-se para o tricolor manter o placar.

No final, depois de descontos que extrapolaram o tempo de paralisações, o grito de bicampeão ressoou pelo Castelão inteiro.