Agronegócio quer transformar o Ceará no primeiro produtor de pistache do Brasil

Faec solicitou à Embrapa importação de material genético para fazer um campo experimental no Estado

Pistache
Legenda: Califórnia é destaque na produção global da noz
Foto: Shutterstock

De olho na diversificação das culturas agrícolas, a Faec (Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará) almeja adicionar o pistache à pauta do agronegócio do Estado.

A entidade já fez uma solicitação à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para a importação de material genético da semente, informa a esta Coluna Amílcar Silveira, presidente da Faec.

O pistache é um tipo de noz muito utilizada na gastronomia de vários países. No Brasil, é famoso por sua aplicação em sorvetes e sobremesas diversas, mas também pode ser usado em pratos salgados e consumido inteiro, após ser torrado e salgado.

Pioneirismo

Amílcar Silveira
Legenda: Presidente da Faec destaca nova empreitada do agronegócio cearense
Foto: Thiago Gadelha

"No Brasil, não existe cultivo de pistache, e nós queremos fazer no Ceará um campo experimental".
Amílcar Silveira
Presidente da Faec

Caso bem-sucedida, a iniciativa pode fazer do Estado o primeiro produtor nacional dessa cultura exótica. E disso o Ceará entende, afinal, até o mirtilo (ou blueberry) está no rol de cultivo da agricultura local.

Ainda não se sabe a região em que serão realizados os primeiros testes, o que deve ser definido após os estudos iniciais.

Os principais produtores globais de pistache são Estados Unidos, com destaque para o estado da Califórnia, e Irã. Juntos, os dois são responsáveis por aproximadamente 75% do mercado mundial. Em 2020, as exportações de pistache superaram US$ 2,5 bilhões.



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