XP quer dobrar número de assessores de investimento no Ceará e iniciar operação em Sobral em 2022

Com o crescimento, a corretora deverá ter 60 representantes no Estado até o fim do ano

XP
Legenda: Atualmente, a XP conta com uma carteira de 2 mil clientes no Ceará
Foto: Shutterstock

A XP Investimentos confirmou que tem planos de expansão das operações no Ceará. Segundo Larissa Falcão, líder regional Norte e Nordeste da corretora, os planos envolvem dobrar o número de assessores até o final do ano no Estado, além de entrar no mercado de Sobral e dobrar a presença de consultores em Juazeiro do Norte. 

O objetivo, segundo a representante da XP, é elevar o market share da empresa no Ceará, saltando dos atuais 1% para 10% nos próximos 5 anos. A evolução poderia representar um número de clientes próximo do patamar de 20 mil pessoas. Atualmente, a corretora conta com uma carteira de cerca de 2 mil investidores cearenses e 30 assessores de investimento. 

Nos últimos anos a gente vem expandido nossa rede própria de assessores e atendemos mais 2 mil clientes conquistados nos últimos dois anos, então estamos em um ritmo de crescimento bem grande, mesmo em um cenário de incertezas"
Larissa Falcão
Líder regional Norte e Nordeste da XP Investimentos

 
"Nosso planejamento é de longo prazo, focado em atendimento que a gente entende que é um pilar importante. O índice de satisfação no mercado financeiro é de 40%, o que é muito baixo, mas no Ceará é de quase 90%, e esse indicador é muito representativo para gente em relação a esse mercado", completou. 

Expansão de market share 

De acordo com a líder regional da XP, o objetivo da companhia é avançar dos 1% de participação no mercado cearense para 10% do total daqui a 5 anos. Apesar de não cravar uma previsão do número de clientes a partir da evolução, esse crescimento poderia levar a corretora a um patamar de mais de 20 mil investidores, considerando os 2 mil atuais. 

A estimativa da XP se baseia nos mercados de outras capitais do País, onde a empresa já com conta com mais de 10% do market share. Vale ressaltar, também, que os planos deverão passar pelo aumento da presença da empresa em cidades menores. 

"Queremos colocar o Ceará como um polo de investimento do Brasil. Hoje, as nossas regiões que temos maior participação é uma meta para o Ceará, nesse percentual de 10% que temos em outras capitais. E queremos chegar em polos que não alcançamos ainda", disse.

Presença no Interior 

O objetivo, segundo Larissa, é iniciar operações em Sobral e expandir a presença em Juazeiro ainda em 2022, além de chegar a todas as cidades com mais 100 mil habitantes no Ceará nos próximos 5 anos. 

"Queremos aumentar a força em Juazeiro do Norte e iniciar uma operação em Sobral, e, no futuro, vamos, nos próximos 5 anos, fincando uma bandeira em todas as cidades com mais de 100 mil habitantes", explicou.

Legenda: Larissa Falcão, líder regional da XP no Norte e Nordeste destacou os planos de expandir o market share da companhia no Ceará
Foto: Divulgação

Investir com juros altos 

Sobre o mercado de investimentos durante um cenário de altas de juros e incertezas geradas por diversos fatores, Larissa destacou que os impactos têm sido sentidos em todo o País. Como o perfil investidor dos cearenses não é tão diferente do resto do Brasil, as atualizações de estratégia têm sido semelhantes. 

O foco, segundo ela, tem sido de procurar opções mais conservadoras, com títulos atrelados à inflação ou à taxa de juros, para proteger os recursos aportados.

Ainda assim, a líder regional destacou que a importância é manter o foco nos planos de longo prazo, então não seria necessário mudar o perfil do investidor. 

"A gente continua crescendo, então não tivemos dificuldade. Mas o que ressaltamos para os clientes é a nossa visão de longo prazo, então pedimos que eles não tomem decisões precipitadas ou tenha uma mudança brusca de carteira. Temos protegido mais as carteiras, mas os planos de crescimento continuam", disse Larissa.  

"Títulos do Tesouro atrelados à inflação estão mais presentes e estamos reforçando a importância. Eles não deixam de ser investidores moderados ou mais agressivos, mas eles estão se protegendo mais em relação à inflação", completou.