Três filmes cearenses representam Estado em mostra de cinema com foco em preservação audiovisual

21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto será realizada entre os dias 25 e 30 de junho.

Escrito por
João Gabriel Tréz joao.gabriel@svm.com.br
Legenda: Curta cearense "Jangada de Ir e Vir" (1977), de Marcus Vale, terá cópia restaurada apresentada na Mostra de Cinema de Ouro Preto.
Foto: Divulgação.

Obras audiovisuais voltadas à preservação, história e educação serão apresentadas a partir desta quinta-feira (25) na 21ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto. Entre os mais de 100 filmes que compõem o evento, três obras vindas do Ceará evidenciam temas como memória, cinema e relação com o território.

A 21ª CineOP será guiada pelo tema central “Um país existe nas imagens que preserva”, destacando diferentes temáticas dos eixos principais do evento, e homenageia a cineasta Helena Solberg, nome pioneiro da produção de cinema feita por mulheres.

Um destaque da presença cearense é a exibição do curta-metragem “Jangada de Ir e Vir”, de 1977, dirigido pelo cineasta Marcus Vale. Gravada em Aquiraz, a produção apresenta um recorte da lida de jangadeiros do município

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O filme será apresentado em cópia restaurada dentro da Mostra Preservação do evento mineiro. O Museu da Imagem e do Som do Ceará foi responsável pelo processo de restauro e digitalização do curta histórico.

Já na Mostra Contemporânea Curtas da CineOP, o Ceará se faz presente com o curta documental “Kariri, Silêncio Estrondoso” (2025), dirigido por Yasmin Ariadne. A produção é apresentada como um “manifesto” que reivindica a criação de um curso superior de cinema na Universidade Federal do Cariri (UFCA).

Uma licenciatura em Cinema e Audiovisual foi confirmada para a instituição e está prevista para 2027. Na obra da diretora, imagens de 26 filmes da região caririense compõem um mosaico da produção pujante do território.

Finalmente, será exibido na Mostra Educação o curta “O que as abelhas nos ensinam?” (2025), realização coletiva dos alunos do projeto de formação e experimentação “Cinema no Brejo - Sons e Imagens entre a casa, a escola e o museu”, ocorrido no Maciço de Baturité.

Uma equipe de filmagem jovem e com câmeras grava um homem ao lado de caixas de colmeias em um jardim gramado, cercado por um denso bananal ao fundo. Na cena, um microfone de haste (boom) é estendido sobre o grupo enquanto o homem sorri e interage com os participantes.
Legenda: Curta "O que nos ensinam as abelhas?" foi produzido no escopo do projeto de formação Cinema no Brejo.
Foto: Divulgação.

Sob condução da professora de som Elena Meirelles, os realizadores visitaram o meliponário — espaço de criação, manejo e preservação de abelhas nativas sem ferrão — de Santa-Ana e registraram os ensinamentos dos insetos repassados pelo meliponicultor Herlano Lima.

Temáticas da CineOP

  • Preservação: “Primeiros gestos na preservação audiovisual: práticas, memórias e futuro”
  • História: “Como elas começaram? Memórias do primeiro filme”
  • Educação: “Primeira vez: cinema, descoberta e invenção”

Curta cearense estará disponível on-line 

Além da programação que será realizada presencialmente na cidade de Ouro Preto — e que inclui, além das sessões de cinema, debates, lançamentos de livros, encontros setoriais, oficinas e mais —, parte dos filmes estará disponível on-line.

Neste escopo, o curta “O que as abelhas nos ensinam?” poderá ser assistido gratuitamente no site da mostra a partir da meia-noite da sexta (26) até 23h59 do dia 5 de julho. 

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Além do filme cearense, outros 43 curtas da Mostra Educação também estarão com o sinal disponível para o público.

Completando a programação virtual, haverá ainda dois curtas da Mostra Preservação, 10 curtas da Mostra Histórica e 12 curtas da Mostra Contemporânea TV Ufop disponibilizados no site.

21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto

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