Análise: Ceará até reage, mas deixa Copa do Brasil em queda para Palmeiras

O Vovô, que precisava reverter um placar elástico, sofreu dois gols no primeiro tempo, mas reagiu, arrancando empate com o Palmeiras no Castelão, se despedindo do torneio nas quartas e com R$ 11,38 mi em premiações

O Ceará saiu atrás do placar, mas foi buscar o empate no segundo tempo, no último confronto entre as equipes
Legenda: Uma das principais características do Ceará é a solidez na marcação
Foto: Camila Lima / SVM

A campanha do Ceará na Copa do Brasil chegou ao fim. Após se classificar às quartas pela 6ª vez na história, o Vovô foi superado pelo Palmeiras. O caminhar é positivo e o capítulo final residiu na reação, mesmo com queda: buscou empate de 2 a 2, ontem, na Arena Castelão - precisava reverter derrota por 3 a 0 no duelo de ida.

A missão era difícil, de fato. O sorteio trouxe um rival de alto investimento e com trabalho em franca ascensão. Por isso, o foco deve ser nas lições do mata-mata.

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Antes, vale ressaltar o peso da trajetória. Conseguiu superar cinco etapas eliminatórias e bater: Bragantino-PA, Oeste-SP, Brusque-SC, Vitória-BA e Santos. Nas metas da temporada, o objetivo de avançar até a 3ª fase foi batido, com arrecadação recorde de R$ 11,38 milhões em cotas.

No escopo financeiro, montante fundamental para o equilíbrio em cenário de pandemia de Covid-19. Na sequência do calendário, chance de focar apenas na Série A.

Reação tardia

A tarefa era ingrata, apesar do surto de Covid-19 no rival, com 15 desfalques, o plantel era qualificado. E o Vovô demorou a ser competitivo, na verdade, fez atuação pouco vibrante e foi batido pelo Palmeiras no primeiro tempo.

A apatia coletiva existiu por 45 minutos. A equipe não conseguiu se impor e forçou muito na bola aérea, sem êxito. Os lados do campo eram setores neutros, sem ofensividade. Veiga, de pênalti e chute de letra, fez 2 a 0 no primeiro tempo. Foi o intervalo que despertou o Alvinegro de Porangabuçu.

A etapa final foi a partida da dignidade, a atuação necessária ao torcedor, ao elenco e às pretensões alvinegras. O time podia mais e assim o fez ao equilibrar as ações e ser competitivo dentro de casa.

Buscar o placar era uma justificativa. O crescimento foi evidente: posse de bola (63% x 37%), finalizações (6 x 1), escanteios (2 x 1), passes (229 x 134), e duelos ganhos (22 x 14) - em dados do segundo tempo. 

Em tabela com Lima, o artilheiro Vina diminui em grande jogada aos 11. Exatos cinco minutos depois, Pagnussat, de cabeça, empatou. 

A oportunidade de vencer seria em pênalti marcado em Vina, mas checagem no VAR fez a arbitragem anular. São os roteiros de um Ceará que reagiu, dessa vez em momento tardio. O contexto permite méritos. A frustração tem espaço em três dos quatro tempos disputados: a equipe dominou o último período.