Mentiras: armas para conquistar e aprisionar mentes!
Criar mentiras se tornou a arma perfeita para colonizar mentes, influenciar decisões de consumo e escolher líderes que sustentem o poder econômico
O primeiro de abril é o “Dia da Mentira”. Era o dia em que a gente ria dos “bestas”, dos que acreditavam em tudo que ouviam. Para alguns, durava minutos, para outros, no máximo um dia até que alguém lembrasse: hoje é primeiro de abril! Ah, que alívio e todos davam risadas.
O dia de enganar os “abestados” deixou de ser somente um dia e tornou-se o pão nosso de cada dia. Hoje ela é contada para gerar medo, ódio no coração, promover a divisão e intrigas para enfraquecer e manipular aqueles “patinhos inocentes” que não desconfiam de nada que veem e ouvem.
Nos lembra o dito popular: a mentira tem pernas curtas! A máquina de fabricar mentiras se aperfeiçoou, aumentou as pernas, criou asas e galopa e voa a uma velocidade inimaginável. Ela consegue colocar na boca de outros palavras que nunca foram ditas. A mentira existe para camuflar a verdade.
Veja também
Existem, portanto, verdades que estão sendo deformadas com o propósito de confundir o pastor de ovelhas que tem a missão de proteger o rebanho. Assim, o lobo vestido de pele de ovelha tenta entrar no rebanho para gradualmente devorá-lo.
No passado, era a missão do pastor de ovelhas acompanhado por cães adestrados e vigilantes. Hoje, compete aos ministros do STF a missão de desmascarar aqueles que pretendem fazer dos 360 dias, os dias da mentira.
Por que a mentira se tornou uma arma tão poderosa e sofisticada usada por homens que pretendem chegar ou se manter no poder? Vejamos: explorar terras, anexar territórios, colonizar países e escravizar populações marcaram uma era na história.
Impérios como o Persa, no século VI a.C., dominaram vastas áreas do Oriente Médio. O Império Romano se espalhou pela Europa, Norte da África e partes da Ásia, influenciando bastante a cultura ocidental. E o Império Francês, sob Napoleão Bonaparte, chegou a cobrir grande parte da Europa no início do século XIX.
Essas conquistas deixaram legados importantes em cultura, religião, idioma e governança, tudo isso à custa da colonização, da exploração de povos e continentes. Ruínas, museus e catedrais no velho continente são testemunhas dessa época gloriosa.
Depois, a exploração do espaço começou com o lançamento do Sputnik, em 1957, o primeiro satélite artificial. A missão Apollo, em 1969, levou o homem à Lua, e hoje já se fala em turismo espacial. O Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990, revolucionou a astronomia e nossa visão do universo. Já existem planos para missões tripuladas a Marte e para criar bases permanentes na Lua e em Marte.
Com as descobertas das neurociências, começou uma nova era de conquista: a mente humana. O mapeamento do cérebro nos ajuda a entender funções como memória, emoção e tomada de decisões. Estudos sobre a relação entre cérebro e comportamento mostram como certas áreas do cérebro estão ligadas a emoções e decisões, aprofundando nossa compreensão de como essas funções afetam nosso comportamento e escolhas.
Veja também
Essas descobertas têm um impacto enorme, não só na ciência, mas também na maneira como podemos influenciar e manipular o comportamento humano. O marketing, por exemplo, usa Photoshop para embelezar o que é feio e fazer com que tudo pareça perfeito. Até a mentira mudou de nome. Hoje chamada de fake news. Elas surgem como uma arma poderosa para conquistar mentes desinformadas.
Na monarquia, o poder vinha do rei e na democracia o poder vem do povo, pelo voto, pela alternância do poder. Quando a maioria decide pelo voto, grupos econômicos minoritários se sentem ameaçados pelo voto consciente e decidem financiar laboratórios que produzem mentiras para questionar a validade das urnas e desacreditar as instituições que garantem a justiça e a ordem social.
Isso inclui atacar o STF, garantidor da justiça, visto como empecilho às ambições expansionistas, que deve barrar projetos que prejudicam o meio ambiente e os direitos dos outros.
No passado, se usava as caravelas para conquistar novos territórios, hoje se usa as mentiras para conquistar mentes desinformadas como canhões, para derrubar os muros que protegem a consciência e a verdade. Criar mentiras se tornou a arma perfeita para colonizar mentes, influenciar decisões de consumo e escolher líderes que sustentem o poder econômico.
As fake news atuam como metralhadoras, devastando relações interpessoais e formando bolhas de desinformação. Vejamos alguns de seus objetivos: desinformar e confundir, manipular a opinião pública durante eleições, gerar lucro por meio de cliques em sites sensacionalistas, aumentar a polarização na sociedade, deslegitimar opositores e promover teorias da conspiração. Tudo para confundir, desnortear e tirar proveitos políticos ou financeiros.
Elas também influenciam comportamentos, como evitar vacinas ou apoiar certas causas, criando bolhas de alienação e seguidores leais que espalham informações falsas. Esses objetivos podem ter consequências sérias, afetando a sociedade, a saúde pública, a política e a confiança nas instituições.
Veja também
Os financiadores e criadores de fake news costumam se defender falando em liberdade de expressão. No Nordeste, muitos foram enganados por falsos padres, pastores e advogados que pareciam respeitáveis, mas eram ladrões disfarçados.
Hoje, mentiras são fabricadas em laboratórios para espalhar ódio e preconceito. Fazem isso não porque são maus, mas como um negócio lucrativo, uma arma letal para destruir, desqualificar os concorrentes, aqueles que põem em risco seus projetos ambiciosos.
Infelizmente, esta é uma dura realidade. Precisamos estar alerta, mas sem fechar nosso coração e mente, para não perdermos nossas conexões. É importante usar a criatividade para conviver sem se contaminar.
Devemos navegar por esses oceanos intoxicados pelas informações sem nos perder e não deixar que as correntes de desinformação nos arrastem. Vamos abrir os olhos e aprender a separar o joio do trigo, a distinguir o verdadeiro do falso.
Precisamos estar atentos e usar nossa intuição e bom senso para nos proteger das mentiras que circulam por aí. Não se deixe enganar por sorrisos sedutores ou aparências simpáticas. Toda atenção é pouca para quem não quer ser manipulado como bucha de canhão.
Precisamos ter filtros em nossa consciência e proteger nossos filhos desse ambiente tóxico cheio de mentiras e meias verdades. As fakes news são as novas correntes, novos grilhões que nos aprisionam e escravizam consciências desavisadas, assim como no passado, quando os escravos confinados nas senzalas não podiam se mover livremente.
Não permita que ninguém, mesmo que vestido de religioso, cientista ou político, domestique seu espírito e acorrente sua alma, transformando-o em um escravo dos tempos modernos.
*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.