Wellington Paulista volta a ganhar destaque no Leão com Chamusca

Atacante de 37 anos marcou em dois dos quatro jogos do novo treinador no clube. Contra o Goiás, pela Série A, atingiu o 100º gol na competição na era dos pontos corridos

Legenda: Wellington Paulista marcou o gol do empate contra o Goiás no Castelão na última quinta-feira e comemorou com os companheiros fazendo uma "selfie"
Foto: FOTO: KID JúNIOR

Um artilheiro nato e com faro de gol aguçado na experiência. Wellington Paulista, o WP9, atingiu marca histórica pelo Fortaleza e segue como maior goleador do clube na temporada, mesmo aos 37 anos. Ao todo, são 12 - seis desses na Série A do Campeonato Brasileiro. Na competição, em recorte da era dos pontos corridos desde 2003, o centroavante chegou ao 100º contra o Goiás.

Ouça o podcast 'FortalezaCast'

Powered by RedCircle

Os números o tornam o 5º com mais tentos na competição. E para além da meta, reforçam a importância do atacante no plantel tricolor. A relevância foi iniciada em 2019, quando chegou e também terminou a campanha como artilheiro, na época com 15.

O momento atual é de retorno do protagonismo. Após sequência na reserva, assumiu o posto de titular sob comando de Marcelo Chamusca e marcou dois gols nos quatro jogos do novo técnico. Atrelado ao desempenho, foi capitão quando esteve em campo e garantiu empate na última rodada.

A importância foi concedida após ficar fora dos principais momentos de 2020. Na 1ª fase da Copa Sul-Americana, nas oitavas da Copa do Brasil ou mesmo na semifinal da Copa do Nordeste, Wellington acompanhou tudo fora dos gramados até ser chamado, totalizando 26 minutos.

"A gente nunca espera ficar fora, no banco, eu particularmente não sei o motivo de ter ficado fora, mas agora com oportunidade espero conseguir mostrar meu potencial e ajudar meus companheiros. Sempre falo que prefiro ajudar meus companheiros, que o gol surge naturalmente", declarou WP9.

As características do atleta são valorizadas no plantel. Com força física e domínio da posição na grande área, auxilia a marcação e faz o pivô no apoio ofensivo. A ausência de velocidade é compensada pelos demais companheiros - os extremos rápidos - e a qualidade de finalização.

O raio-x da artilharia impõe o repertório: três gols de pênalti, três de cabeça, um por cobertura, três na pequena área e dois na grande área. A finalização precedeu um único toque na bola em 11 dos 12 registros - há uma assistência na conta também. Assim, participou de quase um terço das vezes (30,4%) que o time balançou as redes no Brasileirão.

Função tática

A nova comissão técnica tricolor mantém o esquema 4-4-2, mas prefere o uso do centroavante na formação - diferente de Rogério Ceni. A estratégia é prender a bola no sistema ofensivo e conseguir apoio também na bola aérea, principalmente contra adversários mais recuados.

Das alternativas do elenco, Wellington Paulista tem melhor perfil para o setor. Os concorrentes principais são Ederson e Bergson, além de David - esse titular absoluto e peça de velocidade. O contexto não significa a presença constante de WP9, mas há cenários de jogo favoráveis ao atleta.

"Com Wellington no time, a gente ganha o jogo apoiado, o jogo de costa, o Bergson tem um pouco dificuldade de fazer essa movimentação. Como jogo de adversário de bloco fechado (contra Goiás), a ideia era um nove para segurar a bola. Foram duas situações claras com o Wellington fazendo lance de pivô", analisou Chamusca.

Quero receber conteúdos exclusivos de esporte