Ator Juca de Oliveira é sepultado no Cemitério do Araçá, em São Paulo

Artista fez sucesso em novelas globais; um de seus principais papéis foi o de Dr. Albieri, em 'O Clone'.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:40)
Juca estreou nas novelas em 1973.
Legenda: Juca estreou nas novelas em 1973.
Foto: Globo/Raquel Cunha.

O corpo do ator Juca de Oliveira foi sepultado na manhã deste domingo (22), no Cemitério do Araçá, no Centro de São Paulo. O artista, que também era dramaturgo, faleceu no sábado (21), aos 91 anos.

Familiares e amigos compareceram ao velório, realizado em uma casa funerária no bairro da Bela Vista, para se despedir de Juca. Entre os presentes estavam a filha do ator, Isabela, a esposa, Maria Luisa, e artistas como os atores Irene Ravache, Miriam Mehler e Taumaturgo Ferreira.

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Em entrevista ao g1, Isabela, única filha de Juca, comentou o amor do pai pelo teatro, paixão que foi transmitida para gerações de familiares do ator.

"O Juca foi um pai maravilhoso. Eu trabalho com teatro, a gente sempre respirou teatro, eu não tenho palavras para agradecer o meu pai, a gente era muito ligado. E eu tenho uma filha de quatro anos, que era apaixonada por ele, e acho que isso é o maior legado que ele tem, e ela ama teatro, provavelmente ela vai seguir a carreira dele e eu vou ter muito orgulho", disse a artista, que também é produtora cultural.

Juca de Oliveira estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

Relembre a trajetória de Juca de Oliveira

Nascido em 16 de março de 1935, em São Roque, interior de São Paulo, José Juca de Oliveira Santos  iniciou a carreira no teatro nos anos 1950. 

O portfólio do artista soma mais de 30 novelas e minisséries, mais de dez longas-metragens e 60 peças de teatro, com trabalhos de ator e autor. 

Juca fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e, nos anos 1960,  comprou o Teatro de Arena. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro, foi perseguido pelo Estado brasileiro e se exilou na Bolívia.

A primeira novela do ator foi "Amor É Mais Forte", da TV Tupi, em 1964, após retornar ao Brasil. 

Na TV Globo, participou de produções como a "Fera Ferida", "Torre de Babel", "O Clone" e "O Outro Lado do Paraíso", último trabalho de Juca na TV, em 2018. 

Nos últimos anos, o foco do ator era o teatro e a sua fazenda.