Babá avisou à mãe de Henry Borel que Dr. Jairinho agredia o menino, diz Polícia

O vereador e a namorada, Monique, foram presos nesta quinta-feira (8)

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Abril de 2021 - 12:38 (Atualizado às 15:27)
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Legenda: Monique foi presa nesta quinta-feira (8)
Foto: Reprodução

Um dos elementos importantes para a prisão do vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros da Costa e da Silva, por envolvimento na morte de Henry Borel, filho de Monique, foi uma conversa da mãe com a babá do garoto em que as agressões eram reveladas.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o celular de Monique tinha a captura de uma conversa em que Thayna de Oliveira Ferreira, a babá, contava a mãe que o menino estava machucado e se queixava das agressões realizadas por Dr. Jairinho.

Em 12 de fevereiro, pouco menos de um mês antes do crime, Thayna avisou a mãe que Henry relatou que o padastro o pegou pelo braço, deu uma banca e o chutou.  "A própria babá fala que o Henry mancava, que ao dar banho uma vez, ele não deixou lavar a cabeça devido à dor", afirmou Henrique Damasceno, delegado titular do 16° Distrito Policial. 

A babá também alertou a Monique que o menino era ameaçado por Jairo, evitando que ele contasse das agressões. 

Conversas de 12 de fevereiro entree Monique e Thayna, babá de Henry, mostram que a mãe sabia que o menino era agredido
Legenda: Conversas de 12 de fevereiro entree Monique e Thayna, babá de Henry, mostram que a mãe sabia que o menino era agredido
Foto: Reprodução

Em diligência realizada nesta quinta-feira (8), os policiais apreenderam o celular de Thayna. Em depoimento aos policiais, no início das investigações, ela mentiu para os policiais e não relatou nenhuma situação de violência.

A babá contou que a família vivia em harmonia e que nunca havia presenciado brigas ou anormalidades. Como foi comprovado que Thayna mentiu para os policiais, ela pode ser acusada de falso testemunho. A suspeita é que Jairinho e Monique estavam interferindo nos depoimentos de testemunhas do caso. 

Damasceno ressaltou que Monique teve diversas oportunidades de contar aos policiais das agressões, mas não o fez. "A mãe não comunicou a polícia e não afastou o agressor do convívio familiar. O que é uma obrigação legal imposta pela legislação brasileira", ressalta o delegado.

Os policiais apontam que os depoimentos da mãe, do padastro e da babá de Henry se destacaram, pois construíram uma visão 'perfeita' da família, levantando suspeita nos policiais. Após o colhimento das provas, "ficou muito claro que toda a versão de família harmoniosa era uma farsa", destaca o Damasceno. 

Prisão

O casal foi detido por policiais da 16ª DP, da Barra da Tijuca, para onde foram levados, após a juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da Capital, expedir mandados de prisão temporária por 30 dias. O inquérito do caso ainda não foi concluído pela polícia e os investigadores aguardam a conclusão de outros laudos.