Veja antes e depois da destruição causada por vulcão e tsunami em Tonga

Vulcão submarino tem 20 km de diâmetro por 1.800 de altitude

Tonga
Legenda: Vulcão lançou uma cortina de fumaça para o ar e uma onda expansiva pelo mar ao redor
Foto: Reprodução/Unosat

Imagens divulgadas pelo Centro de Satélites das Nações Unidas (Unosat), nessa segunda-feira (17), mostram o rastro de destruição deixado pelo tsunami que atingiu Tonga, na Oceania, após a erupção do vulcão Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai há três dias.

Situado no Cinturão de Fogo do Pacífico, região onde o atrito das placas tectônicas provoca alta atividade sísmica, o vulcão Hunga Tonga Hunga Ha'apai tem cerca de 20 km de diâmetro por 1.800 de altitude, majoritariamente submersos.

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Legenda: Casas e edifícios em Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino
Foto: AFP

Tudo começou no fim de dezembro, quando o vulcão entrou em erupção debaixo d'água, provocando "explosões cada vez mais potentes, relacionadas com a interação entre o magma e a água-marinha", detalhou o membro do Instituto de Física Global de Paris (IPGP), Raphaël Grandin. 

O impacto mais forte ocorreu no sábado, formando uma fumarola de 30 km de altitude que chegou à estratosfera e evoluiu até formar um "guarda-chuva vulcânico" de várias centenas de quilômetros de diâmetro sobre a região, cujos trechos ficaram encobertos pelas cinzas.

A erupção foi tão robusta que provocou um tsunami generalizado, inundando as costas dos Estados Unidos ao Chile e Japão, e matou duas pessoas no Peru. A onda de choque também foi ouvida até no Alasca, a mais de 9 mil km de distância.

A causa exata do tsunami continua por ser esclarecida. Mas, provavelmente, poderia também vir de uma movimentação de massa submarina, como o colapso do edifício vulcânico durante a erupção, informou Robin Lacassin, também geofísico do IPGP.

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