A disputa pelas duas vagas no Senado Federal tem, como um dos nomes escolhidos pela base governista do Ceará, o engenheiro civil Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição.
O político já exerceu o cargo de conselheiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e esteve ligado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) por nove anos, até se filiar mais recentemente ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Cid é natural de Sobral, no interior do Ceará, parte da Família Ferreira Gomes e filho do ex-prefeito do município, José Euclides Ferreira Gomes Júnior. Assim como seus irmãos, Ciro Gomes (PSDB), Ivo Gomes (PSB) e Lia Gomes (PSB), o engenheiro civil ingressou na vida política e representou o estado em diferentes cargos.
Partido político e número
Cid tem 63 anos e, desde 2024, é filiado ao PSB. O número de Cid na urna é 400. Esta é a 8ª eleição que disputa.
Cargos Públicos
Após perder a eleição municipal de 1988 em Sobral, onde disputava como vice na chapa de Padre Zé, ele se tornou coordenador político regional do Ceará, a convite de Tasso Jereissati (PSDB), e venceu o pleito para deputado estadual em 1990. Um ano depois, Cid passou a ser líder do partido na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
O parlamentar foi reeleito no pleito seguinte e, junto ao segundo mandato, veio também a eleição por unanimidade à presidência da Casa. À época, ele tinha 32 anos e foi o mais jovem a assumir o cargo.
Apenas dois anos depois, Cid deixou a Alece ao vencer as eleições municipais de Sobral, elegendo-se prefeito da cidade com 64% dos votos. Seu mandato foi duplo, conquistando a reeleição em 2000 com uma porcentagem similar ao primeiro sufrágio.
Um conjunto de forças políticas ligada à família Ferreira Gomes o levou ao Governo do Estado em 2006, derrotando o então governador Lúcio Alcântara, que tentava a reeleição. Cid obteve 62,38% dos votos ainda no primeiro turno. Ele repetiu o feito em 2010, reelegendo-se com uma margem similar de votos.
Após oito anos como governador, ele foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff (PT) para assumir o Ministério da Educação (MEC) em 2015. Entretanto, Cid pediu exoneração do cargo apenas três meses depois, após se envolver em uma discussão com o parlamentar Eduardo Cunha (PMDB, à época), então presidente da Câmara dos Deputados.
O parlamentar conquistou uma vaga no Senado Federal em 2018, quando ainda era filiado ao PDT, sendo o congressista mais bem votado da história do Ceará. Em 2024, ele e outros aliados políticos se filiaram ao PSB.
Suplência
A candidatura de Cid Gomes ao Senado tem como 1° suplente o deputado federal Junior Mano (PSB). Ainda não foi anunciado o segundo suplente na chapa.