Capitão Wagner cita impasse na Justiça em palanque de Ciro: 'Ninguém aguenta mais essa perseguição'

O pré-candidato ao Senado pelo grupo oposicionista também fez críticas ao governo estadual.

01 de Agosto de 2026 - 20:25
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Legenda: Capitão Wagner é pré-candidato ao Senado Federal na chapa oposicionista.
Foto: Fabiane de Paula.

Pré-candidato ao Senado Federal e presidente da Federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner (União Brasil) afirmou que a ação judicial que questiona o apoio da aliança à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado representa uma tentativa de “perseguição” por parte da base governista.

O dirigente também criticou diretamente o governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), e acusou aliados do Palácio da Abolição de pressionar prefeitos e outras lideranças que pretendem declarar apoio à oposição.

As declarações foram dadas durante o ato público de lançamento da chapa encabeçada por Ciro Gomes. Em seu discurso, Wagner concentrou as críticas na condução da segurança pública no Ceará e afirmou que Elmano não tem autonomia para comandar o Estado.

“Com todo respeito ao Elmano, escolheram um poste que não manda em nada. Todo mundo sabe quem manda”, declarou.

Ao defender a candidatura de Ciro, o ex-deputado disse que pretende contribuir para a construção de uma política de enfrentamento ao crime organizado. “Não é apenas prender quem precisa ser preso, mas oferecer uma alternativa para que os jovens não sejam cooptados pelo crime”, disse.

Wagner também subiu o tom contra o senador Camilo Santana (PT). Segundo ele, o petista é quem exerce influência sobre as decisões do grupo governista e da administração estadual. 

“O Camilo não está satisfeito. Quer mandar na Assembleia, no Judiciário, em tudo. Camilo, basta. Ninguém aguenta mais o ditador que você se tornou, com esse jeitinho fingindo que é do diálogo, fingindo que é do bem”, disse.

Disputa pelo apoio da Federação

No discurso, Capitão Wagner também acusou o senador de tentar interferir na decisão da federação União Progressista de apoiar a chapa de Ciro Gomes. Na convenção realizada no último domingo (26), a federação aprovou o apoio a Ciro, indicou Roberto Cláudio para vice e Capitão Wagner para o Senado. 

Os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas (PP), no entanto, haviam aprovado separadamente uma coligação com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). As duas legendas acionaram a Justiça Eleitoral para tentar anular a decisão da União Progressista e validar o apoio à candidatura de Elmano. O caso deve ser julgado na próxima semana.

Segundo Wagner, a ação faz parte de um movimento de intimidação contra adversários do PT Ceará.

“A Justiça cearense está cansada do que está acontecendo. Vai dar uma resposta na próxima semana e eu vou gritar: ‘Basta, ninguém aguenta mais essa perseguição’”
Capitão Wagner
Pré-candidato ao Senado e presidente da União Progressista

“Existe uma perseguição muito grande. Tem prefeito que está doido para apoiar o Ciro, mas está sendo pressionado. Esse tempo vai acabar”, concluiu.

 
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