Ceará vence com jeito de campeão

Confira a análise do comentarista Wilton Bezerra

Legenda: Fernando Sobral foi um dos destaques da Copa do Nordeste e da Série A
Foto: Foto: Felipe Santos/ cearasc.com

Sem nenhum ufanismo ou “já ganhou”, o título do comentário tem a ver com os acontecimentos que permearam a vitória do Ceará, de virada,  sobre o Bahia por 3 a 1, pelas finais da Copa do Nordeste.

Em primeiro lugar, a partida foi apreciável, apesar das preocupações dos dois times com o aspecto de marcação e duelo de setores.Não teve movimentação truncada, cheia de faltas e imperfeições, tão comuns no futebol pós-pandemia.

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Em segundo lugar, o alvinegro teve maior compulsão para atacar, baseado no vigor e eficiência. Dois dos seus gols surgiram em bolas lançadas pelo goleiro Prass: o primeiro, de Fernando Sobral, e o terceiro, de Mattheus Gonçalves.

Um time que marcha para uma conquista conta com esses incríveis “comunicados” metafísicos.

No jogo das configurações táticas, o Guto Ferreira foi mais competente, ao colocar Leandro Carvalho pela esquerda, inibindo qualquer plano de João Pedro sair para o jogo.

Na direita, Fernando Sobral fez um papel de circulador, operando por outros espaços, anulou a jogada de apoio de Capixaba, constituindo-se no grande destaque do jogo.

Vinicius, por dentro, vindo de trás, e Cléber, sem dar paz aos  zagueiros Lucas e Juninho, até marcando  um bonito gol, foi peça importante.

Os laterais Samuel e Bruno Pacheco tiveram papel moderado, priorizando a marcação.

Os setores de meio campo e defesa foram firmes e atentos, diminuindo as ações de Élber, outro trunfo do Bahia.

Na segunda etapa, depois de marcar o segundo gol, com Cléber, o Ceará segurou o balanço, sem nenhuma ideia de abrir concessão para ser atacado pelo Bahia.

Deu mais fôlego ao meio-campo, com a entrada de William Oliveira, e escalou Mattheus Gonçalves, no lugar de Leandro Carvalho, para sustentar o incômodo causado no lado direito da defesa baiana.

O Bahia estrebuchou tirando Gregore, do meio- campo, colocando Rossi e, ainda apelou para Danielzinho, reforçando o ataque.

Não deu e o tricolor da Boa Terra vergou-se a um resultado que, nem de longe, imaginava ter que engolir.

O Ceará tem grande vantagem para o segundo e decisivo jogo.

Nenhuma vantagem pode ser rejeitada em futebol, mas é preciso saber tratá-la com estratégias seguras.