Romildo Rolim deixa presidência do Banco do Nordeste; Anderson Possa assume interinamente

Mudança ocorre em meio a turbulência política no Banco

Conselho de Administração do BNB destituiu Romildo Rolim e nomeou Anderson Possa como novo presidente interino do banco
Legenda: Conselho de Administração do BNB destituiu Romildo Rolim e nomeou Anderson Possa como novo presidente interino do banco
Foto: Kid Junior

O Conselho de Administração do Banco do Nordeste decidiu nesta quinta-feira (30) pela destituição de Romildo Rolim da presidência da instituição e pela nomeação de Anderson Possa como presidente interino.

O Conselho também deliberou pela seguinte composição da diretoria executiva do BNB: Anderson Possa, Bruno Ricardo Pena de Sousa, Cornélio Farias Pimentel, Hailton José Fortes, Haroldo Maia Júnior e Thiago Nogueira.

Quem é Anderson Possa

Anderson Aorivan da Cunha Possa é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal. Ele é bacharel em Direito com pós-graduação em Processo Civil.

Na Caixa, empresa da qual é funcionário há 19 anos, exerceu as funções de superintendente nacional, superintendente executivo, gerente regional e gerente geral.

No Banco do Nordeste, Possa exercia a função de Diretor de Negócios. Na Diretoria de Negócios, Possa é responsável pela Rede de Agências, Negócios Empresariais, Micro e Pequenas Empresas, Produtores Rurais, Governo, Crediamigo e Agroamigo. 

Conforme fontes, Possa tem conexões políticas com Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil.

Turbulência no BNB

O Banco do Nordeste atravessa um furacão político com intensas articulações pelo comando. Com potencial de financiamento até R$ 40 bilhões por ano, a instituição é cobiçado por vários partidos.

Nesta semana, vídeo publicado por Valdemar Costa Neto, cacique do PL e do centrão, foi o estopim. 

Romildo Rolim é funcionário de carreira do banco desde os anos 1980. Em 2020, ele fora alvo de outra turbulência política, quando fora substituído de forma relâmpago por Alexandre Borges Cabral, indicado pelo centrão para a vaga.

Cabral, no entanto, foi exonerado em menos de 24 horas, após ser apontado como investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e Rolim acabara voltando ao cargo pouco tempo depois.

 

 



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