O Ceará papou o Flamengo

O Alvinegro venceu. E venceu com méritos. Diante do campeão brasileiro, o Vozão soube se impor, máxime pelo que fez no segundo tempo. O Flamengo foi melhor na fase inicial. Exerceu certo controle. E criou duas boas chances que Gabriel Barbosa desperdiçou. O Ceará foi inoperante na peça ofensiva, o que fez do goleiro César um simples espectador. No retorno do intervalo, dois gols do Vozão em 10 minutos fulminaram o Flamengo. Aos 4', Luís Otávio, 1 a 0. Aos 10', Charles, 2 a 0. Tudo o que Guto Ferreira queria para organizar o Ceará atrás e trabalhar os contra-ataques. O Flamengo subiu todo. Fez entrar Lincoln, Diego e Matheuzinho, mas gerou apenas uma chance clara: bomba de Vitinho que Prass rebateu e que Diego concluiu em perigosa cabeçada. No mais, a defesa do Ceará neutralizou todos. Guto pôs velocidade com Matheus Gonçalves e Bergson. Os lances surgiram, mas os efeitos não foram bons. Fechou depois com Marthã que entrou no lugar de Ricardinho. Aliás, ótima partida de Ricardinho. Vina foi feliz nos passes para os dois gols, mas não na produção no geral. Não gostou de ter sido substituído. Faz parte. Bela vitória do Ceará que agora mira a Copa do Brasil, quarta, diante do Brusque.

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Resultado bom

O Fortaleza encarou o Grêmio em Porto Alegre. Segurou a pressão já esperada dos gremistas. Fez o gol, 1 a 0, com Osvaldo aos 16' do primeiro tempo. Brilhou o goleiro Felipe Alves com belas defesas, principalmente a que pegou num chute à queima-roupa de Alisson. Tomou um gol de pênalti em lance polêmico que o Igor Benevenuto interpretou como sendo falta de Quintero.

O árbitro

Vi, revi. Vi de novo o lance. Realmente Quintero vai com as mãos nas costas de Everton. Sabendo como anda a arbitragem brasileira, Quintero poderia ter evitado. O empurrão existiu, mas na disputa, a meu ver, aceitável, normal. Everton valorizou e fez a cena. O caseiro árbitro Igor Benevenuto aproveitou e foi na onda. Marcou pênalti. Daí o gol (1 x 1). E o VAR validou o erro cometido pelo árbitro.

Resultado

O empate em Porto Alegre foi bom. Mas, sem o pênalti que resultou no empate, certamente as coisas ficariam mais difíceis para o Grêmio. Os gaúchos teriam de abrir a guarda e o Fortaleza tinha armas para o contra-ataque. A expulsão de Luís Fernando fez sair quem mais criava embaraços ao Leão. A de Gabriel obrigou Ceni a mudanças. Fechou com Marlon e Derley. Segurou. Apesar dos pesares, pelo menos saiu com um ponto.



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