Mais um vacilo, mais uma derrota

Legenda: Fortaleza teve domínio de jogo, mas não conseguiu transformar a posse de bola em gols
Foto: Foto: Bruno Oliveira/FortalezaEC

O São Paulo não foi, em nenhum momento, tão intenso e superior. Teve, sim, na maior parte do tempo, melhor controle da situação. Ao Fortaleza faltou um pouco mais de ousadia, de coragem. Claro que não iria jogar aberto no Estádio Morumbi. Tudo bem. Mas quando observou que o anfitrião não era um time de causar assombros, poderia ter subido com mais confiança. Não o fez. Um primeiro tempo carente de emoções. Apenas uma chance mais clara desperdiçada por Bruno Melo e o gol de Daniel Alves, que terminaria sendo o da minguada vitória. Na fase final, em instantes, o Fortaleza deu sinais de reação. Até assinalou um gol, mas anulado porque a bola tocou na mão de Juninho. Os atacantes Osvaldo e Yuri César ficaram devendo. Placar mais justo teria sido o empate. O gol da vitória do São Paulo nasceu de uma jogada muito repetida: cruzamento aéreo do ala Reinado pela esquerda. Desta vez, não foi Tinga quem cochilou. Foi Bruno Melo. Daniel Alves, esperto e rápido, chegou primeiro que Bruno. Fez o gol. Lamentável porque nasceu de uma jogada cantada, repetida. Mais um vacilo, mais um gol sofrido, mais uma derrota. Preocupante começo do Leão do Pici.

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Vocacionado

Aí está o Clebão dando conta do recado. Talvez seja cedo ainda para dizer que ele já é a definitiva solução no ataque alvinegro. Entretanto, Clebão há se mostrado muito à vontade, tranquilo, indiferente ao tipo de competição: positivo sempre. Primeiro, Campeonato Cearense. Depois, Copa do Nordeste. Agora, Série A nacional. E tome gol.

Tranquilo

Depois de Clebão brilhar no Campeonato Cearense, ouvi alguns analistas duvidarem do êxito dele numa competição mais exigente. Aí veio a decisão da Copa do Nordeste. Clebão fez gol nos dois jogos finais diante do Bahia. Virou herói da conquista. Veio a Série A. Clebão fez gol em Recife diante do Sport e no Castelão diante do Grêmio.

Resposta

A resposta Clebão está dando dentro de campo. Pelo menos até aqui, ele há mostrado que não se intimida, seja lá qual for o adversário, seja lá qual for a competição. Verdade que a vida de atacante está sujeita a variações mil. Pode haver tempo de jejum. Mas, por enquanto, Clebão está com a bola toda. E que assim continue.

O técnico Marcelo Vilar, antes da vitória sobre o Botafogo na estreia do Ferrão na Série C nacional, dera interessante entrevista sobre o assunto. Na ocasião, elogiou a qualidade do elenco e afirmou que seu time seria competitivo. E já começou bem.

O segundo desafio, que será contra o Remo, em Belém, parece mais delicado. Ontem, o Remo teve desgaste físico ao disputar o primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paraense diante do Castanhal. Isso pode ter efeito bem favorável ao Ferrão.

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