Atores cearenses brilham em 'Pssica', nova série da Netflix, e ressaltam vitrine para cena local

Lucas Galvino e Fátima Macedo são alguns dos artistas cearenses presentes no elenco e celebram sucesso da obra em diversos países

Escrito por
Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
Legenda: Fátima Macedo e Lucas Galvino falaram sobre o sucesso de Pssica em entrevista ao DN
Foto: divulgação/Aline Arruda/Netflix

Desde o lançamento, no último dia 20 de agosto, a série brasileira Pssica segue no top 10 das produções mais assistidas da Netflix em todo o mundo. Ambientada no Pará, a produção tem direção de Quico e Fernando Meirelles, contando ainda com diversos nomes cearenses no elenco. 

Fátima Macedo e Lucas Galvino, David Santos e Ana Luiza Rios integram o elenco. Na série, Fátima interpreta Daiane, tia da protagonista Janalice, que se torna uma vítima da história de tráfico sexual contada na série. Enquanto isso, Lucas vive Jonas, um assaltante obcecado pela mesma personagem.

Questionados sobre o sucesso da série e a importância de ela se tornar uma espécie de "vitrine" para o trabalho de outros cearenses, ambos citaram a enorme capacidade de artistas locais para integrarem obras semelhantes, de grande porte, cheias de visibilidade. 

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"Desde séries como Pssica, novelas como Guerreiros do Sol e filmes internacionalmente reconhecidos como Manas, os artistas cearenses têm conseguido cada vez mais ocupar esses espaços de participação e de protagonismo em obras importantes do audiovisual brasileiro", pontuou Fátima em entrevista à coluna.

Lucas, inclusive, também ressalta a questão de uma certa "representatividade", de como cada possibilidade para a cena cearense funciona como uma "porta aberta", capaz de escancarar a qualidade do trabalho de muitos outros, por exemplo.

"É como se cada conquista individual virasse uma vitória coletiva, porque fortalece o olhar para o Nordeste, para o Ceará, e para a riqueza de artistas que temos", diz ele, claramente orgulhoso de integrar a série.

Cearenses David Santos, Ana Luiza Rios, Lucas Galvino e Fátima Macedo
Legenda: David Santos, Ana Luiza Rios, Lucas Galvino e Fátima Macedo estão no elenco de Pssica, da Netflix
Foto: Divulgação/Aline Arruda/Diego Formiga/Netflix

Sucesso na plataforma

Galvino recordou saudoso de como iniciou a carreira como ator, durante entrevista. O início veio em 2012, no CPBT do Teatro José de Alencar, o que depois deu espaço ao curso de licenciatura em teatro no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). 

Como artista, já são 12 anos, a maioria deles com a mesma sensação: de levar com seriedade todo o progresso no trabalho.  Agora, integrar o elenco de uma série cheia de repercussão e com um tema tão forte, parece também uma retribuição à toda a disposição dos últimos anos.

"O mais incrível e interessante de ver, é que as pessoas estão realmente assistindo, se sentindo tocadas, comentando e refletindo. Saber que chegou a tanta gente, em tantos países, e que está gerando essa conversa super necessária, me deixa muito contemplado", opinou ele. 

Fátima também sente o mesmo, mas também impulsionada pela repercussão de outros trabalhos na conta, como "Manas" e "A Praia do Fim do Mundo". Para ela, o momento é "mágico e significativo", repleto de novidades. 

"Poder falar, através da arte, sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, violência de gênero e sobre a exploração desenfreada do meio ambiente, me faz ser uma artista mais crítica, mais ciente do mundo em que vivo e do chão que piso, um ser humano com mais compaixão sobre as injustiças e violências", aponta. 

Os dois, sem dúvidas, concordam com o sucesso de Pssica e até declaram já terem aguardado a repercussão. Fátima explica que talvez o interesse esteja justamente no "formato dinâmico, na fotografia orgânica, nos ganchos ao final de cada episódio ou pelo visual colorido, mas sobretudo pela história".

"Apesar do clima denso e tenso, Pssica tem uma montagem eletrizante e muito convidativa, que faz o público sentir e refletir sobre essas questões tão urgentes e necessárias de serem faladas e elaboradas", reforça.

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