Pela primeira vez na história, Ceará não terá homens na linha de sucessão do Governo do Estado

Com a confirmação da renúncia de Camilo Santana e a provável candidatura de Evandro Leitão, Só Izolda Cela e a desembargadora Nailde Pinheiro ficam aptas a assumir o governo

vice-governadora Izolda Cela e presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Maria Nailde Pinheiro
Legenda: As duas se credenciam para os cagos pelos papéis que desempenham em suas trajetórias

Os fatos políticos e jurídicos ocorridos neste ano de 2022 fizeram dois personagens cearenses ganharem força no cenário local. Coincidentemente são duas mulheres e elas estão prestes a protagonizar um momento histórico na vida pública cearense. Izolda Cela e Maria Nailde Pinheiro têm trajetória igualmente destacada e, de certa maneira, longe dos holofotes. Entretanto, caberá às duas o comando do Estado cearense a partir de abril.

Izolda, vice-governadora, tem se notabilizado nos movimentos que antecedem a sua posse no comando do Executivo estadual. Ela deve assumir, de forma definitiva, o governo do Estado no início do próximo mês, após a renúncia de Camilo Santana, que concorrerá ao Senado. Para isso, ele precisa deixar o cargo.

Será a primeira vez na história que o Ceará vai ter uma governadora efetiva mulher. Mas os fatos simbólicos de 2022 não param aí. Terá outra marca de pioneirismo. Será primeira vez que não haverá homens na linha sucessória do Estado, apenas duas mulheres.

Com a renúncia de Camilo, Izolda assume o comando e o cargo de vice-governador fica vago. O primeiro na linha sucessória é o presidente da Assembleia, deputado Evandro Leitão. Como Evandro poderá ser candidato a deputado em outubro, ele ficaria inelegível caso assumisse o comando do Estado. Então, a terceira na linha é exatamente a desembargadora Maria Nailde Pinheiro, a presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

Ação no TJCE

Na última semana, a desembargadora liderou um duplo feito histórico na Corte. Pela primeira vez, o Tribunal abriu processo administrativo de recusa contra a posse de um juiz condenado pela própria Corte no cargo de desembargador. O pleito foi acatado pelos demais desembargadores, havendo apenas duas abstenções.

O recado à magistratura foi de que a vida pregressa será levada em conta na hora da escolha aos cargos no Poder Judiciário.

Além disso, na mesma sessão, a corte elegeu cinco mulheres como desembargadoras, em um total de sete vagas abertas. Um feito igualmente destacável, como deve ser em toda a sociedade o equilíbrio de gênero no exercício dos cargos de destaque.

Pois bem, estarão nas mãos e na liderança destas duas mulheres a gestão e o comando do Estado do Ceará pelos próximos meses do ano.