Um livro com lições para manter vivas as empresas
“Caminhos para Longevidade Empresarial”, escrito por Décio Barreto Júnior e Valdemar Barros Filho, é um roteiro para ser seguido por quem quer empreender. E por quem já é empreendedor
Este colunista é de um tempo em que empreender era uma questão de simples decisão pessoal. Tudo era bem mais fácil do que é hoje: a burocracia existia apenas para cumprir as formalidades legais. Agora, abrir uma empresa no Brasil – e mantê-la viva por mais de um lustro – é uma tarefa para heróis, tantas são as dificuldades a vencer.
Segundo o IBGE, 60% das empresas brasileiras fecham suas portas com menos de 5 anos de vida. A culpa pode ser da inaptidão do empreendedor, e na maioria dos casos o é; mas pode ser, também, por outras causas, como o incrível labirinto de leis, decretos, resoluções, portarias, decisões e normas, afora os juros altos do crédito, a inadimplência dos clientes e a má gestão. Diante disto, o que fazer para tornar longeva uma empresa de qualquer porte?
A resposta está no livro “Caminhos para a Longevidade Empresarial”, escrito a quatro mãos pelo empresário industrial Décio Barreto Júnior, sócio e CEO do Grupo Icofort, maior fabricante de óleo de algodão do país, e pelo professor e consultor Valdemar Barros Filho, sócio e diretor da Barros Soluções em Gestão, associada regional da Fundação Dom Cabral. Nas suas 319 páginas de texto (há outras oito de ilustrações), o livro de Barreto Júnior e Barros Filho ensina não só o be-a-bá de que trata seu título, mas indica o Norte para a tomada das melhores decisões corporativas.
Muito bem escrito e melhor ainda editado, o livro é de fácil e agradável leitura, principalmente para quem já empreende e para os que, na sala de aula das escolas superiores de Administração de Empresas, sonham em construir, como empresário, seu próprio empreendimento. Os autores são casos de sucesso em suas áreas respectivas de atuação profissional.
Décio juntou a teoria acadêmica à prática aplicada ao dia a dia de suas fábricas no Ceará, na Bahia e em Mato Grosso; Barros é o teórico que transmite ao empreendedor as boas lições de como liderar e desenvolver pessoas, como fazer do crescimento da empresa um aprendizado permanente, como ser ético no negócio, como assumir a atitude empresarial e tornar esse ofício um aprendizado contínuo, como ousar na inovação e como fazer dela parte da cultura da companhia.
Em 14 capítulos, claramente elaborados e suportados na experiência dos autores, “Caminhos para a Longevidade Empresarial” chega com um diferencial: o olhar de quem, por dentro e por fora, conhece em profundidade os defeitos e as virtude do empreendedorismo no Ceará, no Nordeste e no Brasil. Em cada capítulo, Décio Júnior e Barros Filho narram fatos que, entrelaçados, fundamentam as lições contidas no livro.
Por exemplo: no capítulo 8, que trata da “Importância da Escuta na Execução”, Décio cita Goethe, que ensina: “Falar é uma necessidade, escutar é uma arte”. Adiante, ele acentua: “Após alguns anos na posição de líder, percebi que essa prática da escuta é imprescindível para alcançar os objetivos de qualquer empresa. É imperativo que se pratique a arte da escuta nesse exercício de emissão e recepção da mensagem”.
Barros Filho, no capítulo 10, que aborda a “Resiliência que Promove Crescimento”, escreve: “A verdadeira resiliência não está na ausência de dificuldades, mas na habilidade de superá-las, de persistir quando tudo parece perdido.”
Mas eles não olvidam o papel do que chamam de “as forças intrínsecas” de uma empresa. E Décio Júnior resume o tema em três frases:
“A essência de construir uma empresa duradoura reside na prática constante do que é correto. Contudo, esta não é uma virtude isolada, pois se estende às relações interpessoais. O que se professa verbalmente deve ser congruente com as ações praticadas.”
Ou seja, não adianta ser honesto, tem de parecer honesto, como a mulher de César na Roma antiga.
Este colunista leu o livro (de capa dura) de Décio Barreto Júnior e Valdemar Barros Filho e pode assegurar que se trata de uma contribuição importante – que agrega o valor do conhecimento – a empresários de todos os tamanhos, sendo ainda recomendado para os professores e alunos dos cursos de Administração. São verdadeiras aulas a respeito de uma longa lista de temas que integram o cotidiano da empresa, desde a grande indústria de massas e biscoitos à pequena venda de alimentos e bebidas de um bairro da periferia de Fortaleza; desde as portentosas produtoras de camarão e melão às pequenas faricantes de roupas.
O livro “Caminhos para a Longevidade Empresarial” será lançado na próxima quarta-feira, depois de amanhã, dia 28, às 18h30, no Hotel Gran Marquise. Toda a renda obtida da venda do livro se destinará à Fundação Lar Feliz e ao Centro de Capacitação Pedro Barreto. Será sucesso de público e de crítica.
CEARÁ PRESENTE NA GULFOOD, EM DUBAI
Maior feira mundial de produtos Halal (produzidos de acordo com as leis muçulmanas), a Gulfood, que se realiza em Dubai de hoje, segunda-feira, 26, até a próxima sexta-feira, 30, tem a presença do governo do Ceará, que, com um estande próprio, está expondo, principalmente, a potencialidade do estado na área da ovinocaprinocultura.
Esse evento acontece, coincidentemente, com o desejo do Grupo Vicunha de implantar, no Ceará, um frigorífico para o abate de ovinos e caprinos para a exportação para os países do Oriente Médio. Ricardo Steinbruch, sócio e diretor da Vicunha, está pessoalmente em entendimento com o secretário Executivo do Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Carlos Ribeiro, que se encontra em Dubai.
A localização do frigorífico ainda não está definida, podendo ser na ZPE do Pecém, tirando proveito do cardápio de incentivos oferecidos a quem investe na área.
Reconhecida globalmente, a Gulfood reúne anualmente mais de 5 mil expositores de cerca de 190 países, conectando produtores, exportadores, importadores, governos e grandes compradores do setor de alimentos e bebidas. O mercado Halal movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com forte demanda por proteínas animais certificadas, especialmente ovinos e caprinos.
A participação do Ceará na Gulfood Dubai 2026 tem a assessoria da Agência Ad3 Marketing, do cearense Carlos Henrique Carvalho, que reside há 20 anos em Berlim (Alemanha). Foi ela a responsável pela organização da produção do estande e pela articulação da agenda institucional e empresarial da delegação cearense durante o evento.
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