Presidente da Enel Ceará é aplaudido por 35 empresários do agro
José Nunes expôs os planos atuais e futuros da empresa para a melhoria do serviço de distribuição de energia elétrica do Ceará, inclusive na Chapada do Apodi.
Deram-se as mãos os empresários da agropecuária e a diretoria da Enel Ceará Distribuição: os primeiros compreenderam e em seguida aprovaram, com aplausos, o Plano de Investimentos da segunda, que, até o próximo ano de 2027, terá aplicado R$ 7,4 bilhões em obras de melhoria da rede elétrica estadual, incluindo a construção de novas subestações e de novas linhas distribuidoras de energia elétrica. Divergências que existiam em relação à região da Chapada do Apodi, onde cresce um polo produtor de algodão, soja, milho e sorgo, foram superadas. Venceu o bom senso!!!
Tudo aconteceu na hora do almoço desta segunda-feira, 19, durante reunião semanal – que acontece há 19 anos todas as segundas-feiras – dos 35 líderes do agro cearense com o presidente José Nunes e os diretores da empresa responsável pela distribuição de energia elétrica na geografia do Ceará. Se divergências havia, elas foram superadas ao fim das duas horas que durou o encontro. Esta coluna testemunhou a reunião e, digamos assim, lavrou a seguinte ata:
O presidente da Enel foi saudado pela coordenadora do Grupo do Agro, Rita Grangeiro, primeira mulher a ocupar a posição. Produtora de coco e feijão verdes em Paracuru, Rita revelou o motivo da reunião, e, imediatamente, disse que seu mandato se encerrava naquele instante, pelo que transmitiu a coordenadoria ao seu sucessor, o empresário Tom Prado, CEO da Itaueira Agropecuária, o qual, ato contínuo, pediu que Jorge Parente, sócio e conselheiro da Alvoar Lácteos, saudasse o visitante. Feito isto, José Nunes tomou a palavra e fez uma exposição do que é, o que faz e o que está fazendo a Enel no Ceará.
A empresa, controlada por capitais italianos, atua nos 149 mil km² da área geográfica cearense, em cujos 184 municípios tem 4,3 milhões de clientes entre pessoas físicas e jurídicas, dos quais 1,5 milhão são beneficiados pela tarifa social e 372 mil pela tarifa rural.
Para atender a esse público, a Enel dispõe de 192 lojas na capital e no interior do estado, sendo que 69 delas são compartilhadas, três são móveis e seis são do Vapt-Vupt. Nunes fez questão de mostrar dados que situam a Enel entre as cinco melhores distribuidoras de energia elétrica do país. Um desses dados é o seguinte: em 2020, a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) caiu da média de 6,30 vezes, em 2020, para 4,51 no passado de 2025, graças aos investimentos feitos na melhoria da rede elétrica.
José Nunes informou que nos últimos cinco anos, de 2020 a 2025, a Enel investiu cerca de R$ 6,2 bilhões, dos quais cerca de 2 bilhões somente no ano passado, volume que ainda está sendo apurado.
Entre os grandes investimentos estão a construção das subestações de Malha D’água, em Jaguaretama, que consumiu R$ 30 milhões em investimento; de Barroquinha, na qual foram investidos outros R$ 30 milhões; além da modernização das subestações de Beberibe, Jaguaribara, Morada Nova, Macaoca, Granja e Pacajus, afora obras de digitalização de cinco subestações em Cedro, Jaguaribara, Pici (Fortaleza), Tauá e Pacajus
Foram ainda construídos 134 quilômetros de novas linhas de distribuição, que absorveram investimentos de R$ 59,5 milhões. Está pronta para ser energizada as subestação Crato II e Dias Macedo (Fortaleza). Houve, também, a construção de redes e a instalação de equipamentos para alimentação de novos clientes, algo que representou investimentos de R$ 987 milhões.
Também foi ampliada a rede de Comunicação Satelital com antenas BGAN. Até dezembro passado, foram instaladas 221 dessas antenas, mais do que as 200 previstas. A área de automação das redes foi, igualmente, ampliada, sendo executadas no ano passado 264 instalações, alcançando 132% da meta anual. O plano de poda de árvores também foi incrementado em 2025, ao longo do qual foram feitas 425 mil podas, superando em 41% a meta prevista. Fechando sua exposição, José Nunes informou que, em 2025, sua empresa contratou 583 novos eletricistas, um quinto dos quais são mulheres.
Presente à reunião, Carlos Prado, fundador da Itaueira Agropecuária e, também, do Grupo do Agro do Ceará, ergueu-se e disse que estava feliz ali porque, mais uma vez, os seus colegas empresários da agropecuária estavam reunidos, como o fazem há 19 anos, "sem ata, sem formalidade", para, pelo diálogo, buscar solução para problemas que o setor enfrenta, sempre trabalhando coletivamente.
Em seguida, o presidente da Enel passou a ouvir elogios dos empresários presentes e a responder perguntas. E disse que o Porto das Dunas, onde estão o Beach Park e grandes condomínios residenciais horizontais e verticais na beira da praia, ganhará uma nova subestação.
Nunes ouviu com atenção o que lhe disse Raimundo Delfino, dono da Fazenda Nova Agro, que tem reclamado da tensão inconstante da rede elétrica da Chapada do Apodi. E disse que a empresa executa ali obras de vulto, com investimento de R$ 130 milhões, incluindo a construção de uma nova subestação na localidade de Olho D’água da Bica, além de uma nova linha de distribuição de 29 quilômetros
Delfino elogiou Nunes e os dois acertaram uma reunião de suas equipes na terça-feira da próxima semana, na sede da Enel. Nunes também disse ao advogado Raimundo Feitosa, chefe do setor jurídico da Faec, que está pronto para reunir-se com o presidente da entidade, Amílcar Silveira, “ou na Enel ou na Faec”, para, em conjunto, buscarem solução para problemas na área da energia elétrica que afligem os produtores rurais.
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