Fiec entrega Selo ESG a mais quatro empresas do Ceará
Tecer Terminais Portuários Ceará, Companhia Docas do Ceará, Linhas e Cores e BSpar Incorporações adotaram os princípios da sustentabilidade ambiental, social e governança
Nesta terça-feira, 27, às 8h30, a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) promoverá uma cerimônia para entregar o Selo ESG-Fiec a mais empresas cearenses – a Tecer Terminais Portuários Ceará, a Companhia Docas do Ceará, a Linhas e Cores e a BSpar Incorporações. O evento, o primeiro de 2026, será comandado pelo presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante no salão da cobertura do edifício da Casa da Indústria.
Essas quatro empresas adotaram o compromisso de operar segundo os princípios ESG (Environmental, Social and Governance) de sustentabilidade ambiental, social e de governança, e o fazem há algum tempo.
O Selo ESG-Fiec é uma Certificação concedida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará, em parceria com o Bureau Veritas, um dos maiores organismos certificadores do mundo. O Selo é concedido após rigorosa auditoria feita pelos técnicos da Veritas, validando as práticas de cada empresa.
De acordo com o Google, a sustentabilidade ambiental envolve práticas de conservação do meio ambiente, incluindo ações contra mudanças climáticas, redução da emissão de carbono, uso eficiente de energia, gestão de resíduos e poluição.
Por sua vez, a sustentabilidade social diz respeito à relação da empresa com pessoas do seu entorno (colaboradores, clientes, fornecedores, comunidades), focando em diversidade, inclusão, direitos humanos, leis trabalhistas e segurança.
A sustentabilidade da governança corporativa é aquela que exibe alto padrão de transparência e ética na gestão, abrangendo a estrutura do conselho, remuneração da diretoria, combate à corrupção e transparência fiscal.
Das quatro que receberão hoje o Selo ESG-Fiec, uma – a Companhia Docas do Ceará (CDC) – é empresa de economia mista, cujo capital é controlado pela Governo da União. Desde o início da gestão do seu atual presidente, engenheiro Lúcio Ferreira Gomes, a empresa aderiu às práticas da governança moderna, as quais incluem o compromisso com os critérios ESG.
O mesmo caminho foi percorrido pela Linhas e Cores, empresa cearense que produz moda íntima, e pela BSpar Incorporações, empresa do Grupo Bspar que hoje é uma das líderes do mercado imobiliário e da construção civil do Ceará.
Por sua vez, a Tecer Terminais Ceará, uma gigante da operação portuária neste estado, aderiu aos princípios ESG logo que eles foram divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos seus acionistas, o empresário Carlos Maia, disse à coluna que a Tecer se dedica “com muito esmero” aos três critérios ESG: a defesa e o respeito ao meio ambiente, à boa interação com as pessoas, incluindo, principalmente, o time dos seus colaboradores, e ao permanente esforço da gestão no que se refere à ética e à conduta, à transparência das contas, à governança de dados e à gestão de riscos.
O evento de hoje é, para o presidente da Fiec, a consolidação de um esforço abnegado a que se dedica sua entidade desde 2022, quando foi criado o seu Núcleo ESG. Esta iniciativa incentivou a indústria do Ceará a aprimorar suas operações, adequando-as às novas exigências do mercado (vale lembrar que, hoje, importadores europeus e de outras regiões do mundo já subordinam suas compras à condição da existência do Selo ESG para o produto importado. Essa exigência tem sido ampliada para as variadas áreas do setor industrial, “e isto é muito bom, porque estimula nossas empresas a produzirem de acordo com os critérios ESG de sustentabilidade ambiental, social e de governança”, como diz Ricardo Cavalcante.
Como o planeta, vítima da antropia, está a pedir socorro, a parceria da Fiec com o Bureau Veritas deve ser saudada como o foi na sua inauguração em 2022: uma ideia brilhante e oportuna, agasalhada na primeira hora pelo setor produtivo do Ceará.
É por esta e outras atitudes que a Fiec mantém sua posição de protagonista da economia cearense, no que, aliás, vem sendo seguida pela sua coirmã Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), que, copiando o Observatório da Industrial, criou e opera o seu Centro de Inteligência do Agro do Ceará, com bilhões de informações sobre o setor primário da economia estadual.
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