Cearense Migma Energy cria plataforma para hidrogênio verde
Capitaneada pelo engenheiro Adão Linhares, a empresa quer otimizar os projetos de produção de H2V, tornando inteligente sua gestão
Empresa cearense especializada em projetos de energias renováveis, a Migma Energy, encabeçada pelo engenheiro Adão Linhares, criou e está lançando uma plataforma inteligente para investimentos em hidrogênio verde. E já celebrou um Memorando de Entendimento com o governo do vizinho estado do Piauí. A plataforma está voltada para evitar o excesso de energia gerada e seu desperdício, o que torna necessidade urgente a gestão inteligente da produção.
A plataforma realizará o monitoramento de variáveis do mercado e recursos disponíveis em tempo real para definir a finalidade mais rentável e mais eficiente da produção naquele momento. À frente do projeto estão as empresas Energo Soluções em Energias; BFA Investimentos; a Ceneged; e a HL Soluções Ambientais.
Falando hoje à coluna, Adão Linhares disse:
“São quatro empresas cearenses que se uniram para desenvolver essa empresa maior. O Projeto Migma propõe um sistema integrado de produção de hidrogênio voltado para a geração de energia estável e a produção de metanol de baixo carbono. O sistema será operado por uma interface inteligente de monitoramento e controle desenvolvido para otimizar a eficiência dos processos, prolongar a vida útil dos equipamentos e maximizar a produção e as receitas. Essa otimização será baseada na análise contínua das variáveis de recursos disponíveis e nas condições dinâmicas do mercado”, destaca Adão Linhares, presidente do Conselho de Administração da Migma Energy e Presidente da Energo e, ainda, um dos precursores das energias renováveis no Ceará, tendo participado do projeto de implantação da primeira usina solar comercial do Brasil, localizada na zona rural de Tauá, no Oeste do Ceará.
A Migma será como plataformas que comparam tipos de investimentos no mercado financeiro, indicando as opções mais vantajosas de acordo com o contexto do mercado no momento. Só que as orientações se voltarão ao hidrogênio verde, explicou Linhares.
“Vou dar um exemplo. Hoje, estamos passando por um problema, a questão dos curtailments (cortes na geração de energia renovável no Brasil). Temos excesso de energia e ela está sendo jogada fora. Nesse cenário, se eu tenho uma usina de hidrogênio, eu devo produzir energia elétrica? Não. Nesse caso, o mercado está me dizendo que não é o momento ideal para a produção de energia elétrica. Agora, se o metanol a partir do hidrogênio verde está valorizado, vamos produzir mais metanol. Se, em outro cenário, o hidrogênio está melhor de ser vendido do que o metanol e a energia elétrica, o ideal será produzir hidrogênio. Então, o diferencial da Migma é a análise dos recursos e do mercado. A plataforma consegue dizer o que é melhor para produzir agora. É importante ressaltar que a plataforma Migma pode atuar diferentemente, de acordo com a região em que ela está. É, pois, uma plataforma totalmente adaptável”, completou Adão Linhares.
Para se ter uma ideia do que a plataforma representa, basta informar que o governo do Piauí assinou em maio passado um Memorando de Entendimento para implantar o projeto no estado.
“O governo do Piauí deseja fortalecer o hidrogênio verde para o seu mercado interno. Nosso projeto no Ceará vai ficar próximo ao Porto do Pecém. Ceará e Piauí possuem linhas diferentes de estratégia ”, concluiu Linhares.
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