7 dias. O atentado e tentativa de homicídio de torcedores organizados do Sport contra a delegação do Fortaleza, em Recife, completou uma semana. Uma semana do ataque, uma semana de revolta, uma semana de debates improdutivos e inércia das autoridades. Uma semana de impunidade.
A polícia pernambucana informou que cerca de 100 pessoas participaram do ataque. Até agora, ninguém foi preso pelas autoridades.
E não há nem perspectiva de que isso aconteça, já que essa é a mesma polícia que, até agora, não apresentou nenhum plano de ação prático para efetivamente capturar os criminosos.
Mesmo depois das imagens bárbaras do ataque, das feridas visíveis e invisíveis aos jogadores e membros da delegação do Fortaleza, e até mesmo de uma pessoa ter se apresentado à polícia afirmando ter participado do ataque, até agora, ninguém foi preso.
Muito menos houve mobilização dos personagens do futebol para que houvesse uma manifestação contra estas atrocidades no esporte.
O futebol está encarando como se fosse só mais um "capítulo normal", em que a página deve ser virada.
Prova disso é que o Sport Club do Recife está muito mais preocupado em não sofrer punições esportivas do que efetivamente auxiliar na identificação dos culpados. Ou, no mínimo, cortar 100% relações com a organizada, impedindo inclusive entrada com material no estádio; e identificar todos os sócios-torcedores que fazem parte da organizada, impedindo a entrada dos mesmos nos estádios.
Ao contrário disso, o presidente Yuri Romão achou de bom tom alfinetar o Fortaleza e sua torcida, sendo rebatido por Marcelo Paz.
O debate tem se perdido. Os que poderiam e deveriam propor algo diferente não se manifestam. Enquanto deveríamos estar debatendo ações concretas para que episódios assim não se repitam, o futebol segue como se nada tivesse acontecido e o Fortaleza, que não deveria nem estar jogando, se prepara para uma partida decisiva, no domingo (3).
E assim a impunidade reina mais uma vez.
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