Ceará vence Chape com evolução e maior produção ofensiva na Série A; pecado é o desperdício

O Vovô encerrou um jejum de seis rodadas sem vencer neste sábado (25)

Elenco do Ceará comemora gol
Legenda: Ceará venceu a Chapecoense na Arena Castelão, o primeiro triunfo sob comando de Tiago Nunes
Foto: Thiago Gadelha / SVM

O Ceará evoluiu sob o comando de Tiago Nunes e voltou a vencer na Série A. Contra a Chapecoense, protagonizou o jogo de maior produção ofensiva no Brasileirão: foi superior, criou chances e poderia ter goleado, mas pecou pelo desperdício e ficou no 1x0. O volume é um alento, e o resultado positivo, o primeiro do treinador, fundamental para a retomada da confiança.

O contexto apresenta uma crescente de desempenho. Após derrota para Grêmio e empate com Santos, o Vovô conseguiu a imposição tática, melhor ocupação do campo ofensivo e mostrou repertório no último terço.

Tudo deve ser exaltado no momento em que se encerra o jejum de seis rodadas sem vencer. O desempenho precisa servir de lição, da necessidade de ser mais efetivo e manter a solidez defensiva durante o momento de agressividade. O gol foi através de pênalti, com cavadinha de Jael no 2º tempo.

DESTAQUES INDIVIDUAIS DO CEARÁ:

  • Luiz Otávio: no sistema defensivo, o grande nome alvinegro. Venceu duelos aéreos e no chão, sofreu o pênalti alvinegro e impediu um gol da Chape em cima da linha.
  • Vina: participou ativamente do jogo até ser substituído no 2º tempo. Na armação, criou grandes chances para Kelvyn e Rick, e finalizou cinco vezes durante o jogo.
  • Fernando Sobral: mais uma vez, soberano no meio-campo. Com função mais recuada, venceu 7/8 de duelos no chão e ainda apareceu no ataque em finalização da intermediária.

Volume x aproveitamento

O Ceará encerrou a partida com 24 finalizações. Um grande volume, construído principalmente a partir dos 23 minutos do 2º tempo, quando o zagueiro Jordan, ex-Vovô, foi expulso. Depois disso, o roteiro foi ataque x  defesa. Assim, o time alvinegro bombardeou a meta do goleiro Keiller.

NÚMEROS DE CEARÁ X CHAPECOENSE:

  • Posse de bola: 58% x 42%
  • Finalizações: 24 x 9
  • Finalizações no gol: 6x0
  • Finalização dentro da área: 9x2
  • Grandes chances perdidas: 3x0

Erick em momento de finalização durante jogo do Ceará
Legenda: Erick entrou no 2º tempo e participou bem da partida, com movimentação e finalização
Foto: Thiago Gadelha / SVM

A incidência ocorreu em transição rápida e organização ofensiva - nos dois casos, o repertório apareceu. Os jogadores, como Vina, buscaram o arremate a todo instante, e isso encurralou a defesa da Chape. O detalhe foi a definição, o fundamento técnico impediu o placar elástico.

Desempenho defensivo

A busca de Tiago Nunes é pelo equilíbrio, com um time agressivo e que mantenha a defesa sólida. Contra a Chapecoense, o pior time do Brasileirão, no entanto, o Ceará sofreu sustos. O grande gargalo foi a falta de compactação, principalmente entre os volantes e a linha defensiva.

A cobertura pelos lados também gerou espaço de finalização na grande área de Richard. Tudo deve ser reanalisado com foco na correção. Com volume, a um a mais e melhor tecnicamente, o Alvinegro de Porangabuçu não poderia ficar ameaçado e gerando chances para o time de Condá.

Ficha técnica

Ceará 1x0 Chapecoense

  • Competição: Série A do Brasileiro - 22ª rodada
  • Data: 25/09/2021
  • Horário: 17h
  • Local: Arena Castelão, em Fortaleza/CE
  • Gols: Jael aos 7´/2º T (1-0)
  • Cartões amarelos: Jordan (CHA), Lima (CHA), Pintado (CHA) e Moises (CHA)
  • Cartão vermelho: Jordan (CHA)

Escalações

Ceará: Richard; Gabriel Dias, Luiz Otávio, Lacerda e Bruno Pacheco (Lima); Fernando Sobral, Geovane (Marlon) e Vina (Gabriel Santos); Kelvyn, Rick (Erick) e Jael (Cléber). 

Técnico: Tiago Nunes.

Chapecoense: Keiller; Matheus Ribeiro, Jordan, Kadu e Busanello (Geuvânio); Moisés (Lima), Denner, Alan Santos (Ezequiel) e Bruno Silva (Perotti); Mike e Anselmo Ramon (Derlan). 

Técnico: Pintado.