Defesa Civil começa a demolir prédio que desabou em Recife; reformas foram feitas sem laudo

Demolição deve durar até quatro dias

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 20:08)
Legenda: O prédio abrigada 16 famílias
Foto: Reprodução/TV Globo

O edifício Kátia Melo, que teve parte de sua estrutura desabada na última terça-feira (6), começou a ser demolido na manhã deste sábado (10), no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

Os trabalhos de demolição continuarão neste domingo (11). A previsão é que a demolição seja concluída em até quatro dias, segundo o jornal Folha de Pernambuco. 

O imóvel havia sido interditado pela Defesa Civil dois dias antes do desabamento, no domingo (4 de abril), o que evitou a ocorrência de vítimas.

A estrutura possuía quatro pavimentos, sendo três andares superiores e um térreo. Ao todo, 16 famílias residiam no edifício. Os moradores tiveram menos de 48 horas para se mudarem. 

Como ocorreu o desabamento

O desabamento ocorreu às 10h51 da manhã, no Edifício Kátia Melo, situado na Rua Joaquim Marquês de Jesus. 

Segundo o portal G1, antes do desabamento, a Defesa Civil já havia emitido um alerta informando que o edifício apresentava vários indícios de risco estrutural, como fissuras nas paredes, rebaixamento do piso e sinais de movimentação na estrutura.

Moradores relataram que, dias antes do colapso, perceberam sinais de comprometimento, como rachaduras nas paredes e portas que deixaram de abrir normalmente, indicando que a estrutura já estava cedendo
.

Reformas sem laudos

Conforme o G1, ao menos quatro apartamentos do edifício passaram por reformas que alteraram o layout interno, sem o devido acompanhamento técnico de um engenheiro.

No entanto, o edifício possuía a chamada estrutura em "caixão", característica que demanda um cuidado técnico ainda maior para a realização de qualquer intervenção.

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O que é prédio-caixão

Print do google mostra como era o prédio antes do desabamento. A imagem tem um prédio baixo de cores branca e verde
Legenda: O edificio era do modelo caixão”, caracterizado pela ausência de vigas e pilares convencionais
Foto: Reprodução/Google Street View

Os prédios do tipo caixão são caracterizados pela ausência de vigas e pilares convencionais. Nesse tipo de construção, utiliza-se a alvenaria resistente como elemento estrutural, ou seja, as próprias paredes exercem a função de sustentação da edificação.

Esse modelo se popularizou em Pernambuco durante a década de 1970, mas está proibida há 20 anos. 

Conforme informações do G1, os problemas relacionados a esse tipo de construção começaram a se manifestar na década de 1990, período em que diversos edifícios com estrutura do tipo "caixão" desabaram na região metropolitana do Recife.

Desde então, segundo o portal, pelo menos 20 prédios ruíram total ou parcialmente, e outros precisaram ser demolidos preventivamente em Pernambuco, 

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