Órgãos de Justiça e do Poder Executivo, em Brasília, sofrem ataque cibernético

Os órgãos dizem que investigam o problema e trabalham para restabelecer o sistema

Entre quarta (4) e quinta-feira (5), órgãos do Executivo, em Brasília, e de Justiça sofreram um possível ataque de hackers. O Ministério da Saúde, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Governo do Distrito Federal investigam de onde partiram os problemas cibernéticos.

Funcionários do ministério foram orientados a não acessar o sistema da Saúde por meio de seus computadores pessoais, em casa, e a excluírem contas do Ministério da Saúde vinculadas a aplicativos de celulares. Segundo fontes da pasta, por volta de 9h30 a rede do ministério foi desativada. Não é possível abrir o e-mail funcional, por exemplo. 

Servidores dizem que um hacker invadiu o sistema durante a madrugada. A versão não é confirmada pela Saúde, que diz apenas investigar "inconsistência" no sistema e que não há prazo para retorno da rede. "A equipe de manutenção está trabalhando, com a maior agilidade possível, para solucionar o incidente. Preventivamente, o DATASUS desativou as redes e o acesso à VPN. Ainda não há previsão de retorno", diz o aviso.

Apesar do susto, serviços a usuários externos, como marcação de consultas no SUS, não foram atingidos. 

Já o Superior Tribunal de Justiça confirma que sofreu um ataque cibernético, na quarta-feira, e impediu que milhares de decisões monocráticas fossem concluídas e publicadas. A Polícia Federal foi acionada pelo presidente da corte, ministro Humberto Martins, para investigar o caso. Em decorrência disso, o órgão funcionará em regime de plantão até segunda-feira (9).

"Durante esse período, todas as sessões de julgamento por videoconferência e também as sessões virtuais destinadas à apreciação de recursos internos (agravos internos, agravos regimentais e embargos de declaração), bem como as audiências", diz comunicado do tribunal.

O órgão ainda informou que, enquanto o sistema não for restabelecido, medidas urgentes como liminares em habeas corpus serão decididas pelo minstro Humberto Martins. 

A tese também é investigada pela Secretaria Estadual de Economia do Distrito Federal. As páginas do governo do estado ficaram fora do ar, bem como os servidores do órgão. Ainda não há previsão para o serviço voltar a funionar. A Subsecretaria de Tecnologia do DF (Sutic) informou que trabalha para resolver o problema.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o Brasil