Médico e esposa são mortos a facadas pelo próprio filho em Vila Velha, no Espírito Santo

O filho, um estudante de 22 anos, se matou em seguida

Prédio onde crime ocorreu, em Itapuã
Legenda: Testemunhas relataram que família não tinha comportamentos anormais
Foto: reprodução/TV Gazeta

O médico urologista Paulo Oliveira Cesar, de 68 anos, e a esposa, Raquel Heringer Cesar, de 61, foram mortos a facadas pelo filho, o estudante de medicina Guilherme Heringer Cesar, 22. O crime ocorreu nesta quarta-feira (4), em Vila Velha (ES), e o jovem se matou em seguida. As informações são do portal G1.

A Polícia realizou perícia no apartamento por aproximadamente duas horas. O corpo da mãe foi encontrado na cama — ela, conforme investigação, recebeu as primeiras facadas enquanto dormia. O pai tentou correr para o banheiro, mas foi atingido diversas vezes e não resistiu.

Casal de vítimas de crime feito pelo filho no Espírito Santo
Legenda: Casal foi encontrado morto em cômodos distintos da residência
Foto: reprodução/TV Gazeta

Ainda de acordo com a Polícia, Guilherme ligou para um parente logo após a ação e confessou o crime. O estudante deu um endereço e disse que iria ao local para se matar.

Os agentes apreenderam a faca usada no crime e um computador do estudante. Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.

O governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), comentou a ocorrência nas redes sociais. Descrevendo-a como "tragédia", ele mencionou que, de todos os crimes de homicídios ocorridos em junho deste ano, 42% eram de proximidade.

"As forças policiais não conseguem prevenir esse tipo de ação. Somente com fortalecimento dos laços de fraternidade e empatia conseguiremos estabelecer uma cultura de paz, tão urgente em nossos dias", escreveu o gestor estadual.

Conforme o jornal A Gazeta, o médico também atuava como pastor da Igreja Missão, no bairro Praia da Costa. A irmã do autor do duplo homicídio, que mora no Canadá, está a caminho do Brasil após ser informada sobre o crime.

Cenário de ritual

Ainda segundo o jornal A Gazeta, policiais que realizaram a perícia indicaram que o cenário se assemelhava a um ritual demoníaco. Havia, em vários cômodos da casa, localizada no bairro Itapuã, o número 666 pintado em vermelho e cruzes invertidas em paredes e espelhos.

Os peritos também encontraram páginas de uma Bíblia com cinzas e os dizeres "ele me obrigou", além de garrafas vazias de bebidas e embalagens de cigarros.

Vizinhos, segundo a publicação, teriam dito que tanto o casal quanto o filho não demonstravam comportamento anormal.

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