Lote com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer chega ao Brasil

Ceará receberá duas remessas de 8.775 doses, totalizando 17.550

Avião que trouxe vacinas da Pfizer para o Brasil pousando em São Paulo
Legenda: Esta é a primeira parte da compra do imunizante feita pelo Governo Federal
Foto: Reprodução/EPTV Campinas

Pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (29), avião com lote de 1 milhão de doses da vacina Pfizer/BioNTech.

A distribuição para os estados deve ocorrer entre esta sexta-feira (30) e o sábado (1º).

É o primeiro carregamento da compra de 100 milhões do imunizante, feita pelo Ministério da Saúde (MS). Chegada está sendo acompanhada pelo ministro Marcelo Queiroga. O Governo Federal atualmente,  inclusive, negocia adquirir mais um lote.

Aeronava que trouxe os imunizantes saiu da Bélgica e fez escala em Miami, nos EUA, antes de seguir viagem para São Paulo. Conforme o portal G1 SP, esquema com 120 profissionais, incluindo policiais federais, foi montado para auxiliar no desembarque.

Aplicação da vacina no Ceará

Segundo divulgado pelo governador Camilo Santana, o imunizante da Pfizer chega ao Ceará no começo de maio. Serão duas remessas de 8.775 doses, totalizando 17.550.

Saiba tudo sobre a vacina da Pfizer

De que modo a vacina da Pfizer/BioNTech foi realizada? Como ocorre o seu funcionamento?

“Por ser uma vacina de tecnologia mais recente, ela usa um ácido nucleico - RNA mensageiro - que leva a informação para formar a proteína da Sars-Cov-2 já dentro do organismo. Depois da produção dessa proteína do vírus, o nosso organismo passa a produzir anticorpos e células específicas para essa proteína igual a outras vacinas. A forma de estimular a resposta imunológica [da Pfizer/BioNTech] é diferente da Coronavac/Instituto Butantan - que usa vírus inativos - e da Oxford/Astrazeneca - que usa vetores virais não replicantes”, explica o professor Edson Teixeira.

Qual a eficácia da vacina Pfizer/BioNTech?

De acordo com informações divulgadas pelo CEO da Pfizer, Albert Bourla, em entrevista à revista francesa Les Echos, a eficácia da vacina após a utilização de duas doses é de 95% nos primeiros meses pós-aplicação e, com o decorrer do tempo, ela tende a diminuir gradualmente - apesar de ainda permanecer bastante elevada.

Atualmente, a vacina da Pfizer/BioNTech é a que atinge maior taxa de eficácia, seguida pela Moderna, com 94,1%. Ambas são produzidas por meio do RNA mensageiro, uma tecnologia inovadora nesta área até então.

Quantas doses têm a vacina da Pfizer/BioNTech?

A vacina vem sendo utilizada em duas doses, com um intervalo de aplicação de 21 dias entre elas. No entanto, a farmacêutica Pfizer tem estudado a aplicação de uma terceira dose para reforçar a imunização, principalmente em relação às variantes do vírus em circulação.

"Uma hipótese provável é que seja necessária uma terceira dose, entre seis e 12 meses e, a partir daí, será necessário se vacinar todos os anos, mas tudo isso tem de ser ainda confirmado", pontua o CEO da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, em declarações divulgadas pela CNBC.

A vacina da Pfizer/BioNTech é segura? Ela apresenta alguma contraindicação?

De acordo com o imunologista e professor da UFC Edson Teixeira, a vacina é extremamente segura, assim como as outras vacinas. “Não há nenhuma recomendação específica nem contraindicação, são aqueles mesmos cuidados para as pessoas que têm alguma alergia à composição, mas é realmente uma vacina muito segura”.

Por que a vacina da Pfizer/BioNTech tem que ser armazenada em temperaturas tão baixas?

O docente do Departamento de Patologia e Medicina Legal da UFC, Edson Teixeira, explica que a vacina, por utilizar o ácido nucleico RNA mensageiro, apresenta uma molécula muito termolábil - substância que apresenta sensibilidade a temperaturas elevadas. “Então para não perder a capacidade de se estimular o sistema imune, a vacina tem essa particularidade, que é a necessidade de mantê-la em temperaturas menores”. 

“Nós temos condição de fazer isso, sobretudo nas capitais, nós vamos receber agora uma quantidade ainda pequena, mas vai ser uma quantidade que será importante para testar essa nossa logística. Então ela tem que se manter entre -15°C e -25°C”, continua.

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