Após levar três tiros, advogada consegue se defender e desarma homem; veja vídeo

Nayara foi levada a um hospital particular, onde está internada, e relatou os momentos de desespero que passou

Advogada Nayara Acha
Legenda: Advogada conta que está com uma bala alojada no peito e no braço.
Foto: Reprodução/Youtube

A advogada Nayara Acha, de 27 anos, foi baleada por um homem no escritório onde trabalha, em um shopping de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, na última quarta-feira (26). Mesmo levando três tiros, ela entrou em luta corporal com o homem e conseguiu se defender e desarmá-lo.

Assista ao vídeo

Nayara foi levada a um hospital particular, onde está internada, e relatou os momentos de desespero que passou. Em vídeo publicado no Instagram, a advogada conta que está com uma bala alojada no peito e no braço. Um dos pulmões e as duas mãos também foram atingidos.

Além disso, ela mostra um dos dedos polegares baleados, mas que o médico conseguiu reconstruir.

"Apontou a arma pra mim, e, na mesma hora, eu tentei segurar a arma. Ele deu um tiro no meu dedo, que teve que reconstruir. Chorei muito para que não amputasse, e eles conseguiram reformar o meu dedo. (...) Eu consegui tirar, no final, a arma da mão dele, e joguei. Eu poderia ter atirado nele, mas eu não quis, porque não é certo tirar a vida de ninguém", relatou.

Veja o relato da advogada

De acordo com informações do portal G1, a polícia diz que a advogada cuidava de várias causas do cliente agressor, dentre elas o inventário do pai dele. E, segundo as investigações, a motivação do crime seria o não pagamento dos honorários da advogada estabelecidos no contrato.

"Ele tá me devendo em torno de R$ 160 mil. Em dezembro do ano passado, ele tentou revogar minha procuração na tentativa de não me pagar. Eu entrei no processo e pedi pro juiz para destacar meus honorários quando saísse o formal de partilha. Depois disso, ele sumiu. Simplesmente sumiu", disse a advogada nas redes sociais.

Segundo a polícia, o homem foi autuado por tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Na delegacia, ele não quis prestar depoimento.

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