O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu apoio aos candidatos do grupo governista na disputa pelo Senado, durante a convenção da candidatura do governador Elmano de Freitas (PT) à reeleição, nesta sexta-feira (31), no Centro de Eventos. O político também afirmou, em discurso, que “nenhum fascista mete a mão” no Ceará enquanto ele for presidente.
Durante discurso no evento, Lula fez críticas à atual composição do Senado Federal e evidenciou o desejo de ter cadeiras ocupadas por aliados, como o senador Cid Gomes (PSB), que busca a reeleição dentro da chapa governista.
O presidente também brincou com as indefinições do grupo, que ainda discute quem será o candidato na segunda vaga pelo Senado. Mesmo assim, o petista pediu apoio para o futuro nome.
“O que eu puder fazer para eleger esse companheiro (Elmano), eu vou fazer o que eu puder fazer para eleger esse companheiro (Cid), e outro senador que ainda não tá, que eu não sei quem é, tem um senador que está invisível, mas vai aparecer. Ele está invisível, tá? Porque nós precisamos de senador. O Cid e o Camilo sabe que o Senado tem metade apodrecida e nós temos que fazer o Senado fazer as coisas corretas”
Lula também reforçou que vai ajudar Elmano no pleito eleitoral, no qual o governador tem o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) como principal adversário pelo grupo da oposição. Nesse sentido, o presidente sinalizou a importância do Ceará para o projeto.
“Enquanto eu for presidente, o Ceará não sairá do mapa do Brasil. O Ceará não perderá importância, porque o Ceará é exemplo de coragem, é exemplo de determinação, é exemplo de gente que tem garra para brigar. Portanto, meu caro Elmano, enquanto eu for presidente, nesse estado nenhum fascista mete a mão”, finalizou Lula.
CONVENÇÃO DO PT
O evento oficializa a chapa do governador Elmano de Freitas (PT) na busca pela reeleição, com Gabriella Aguiar (PSD) como candidata a vice-governadora. O senador Cid Gomes (PSB) também tentará mais um mandato pela composição, tendo o deputado federal Júnior Mano (PSB) como 1º suplente.
Ainda há um espaço em negociação: a segunda vaga ao Senado, com sua respectiva suplência. A definição do nome deve ocorrer até 5 de agosto, prazo final para a escolha de candidatos.