O Flamengo de Renato e as abordagens do basquete

Confira a coluna desta terça-feira (3) do comentarista Wilton Bezerra

Renato Gaúcho conversa com Gabriel, atacante do Flamengo
Legenda: O técnico Renato Gaúcho tem a aprovação do elenco do Flamengo em 2021
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O futebol que o Flamengo jogou para destruir o Corinthians, no primeiro tempo do domingo passado, teve abordagens do basquete.

Rapidíssimas trocas de passes para abrir espaços para o arremesso decisivo ou penetração debaixo da cesta.

Além disso, controle do jogo pela posse de bola permanente, anulando quase por completo a reação do adversário.

O time mosqueteiro (assim como quem assistiu ao jogo) ficou em silêncio como que acompanhando um recital.

Se o Flamengo não tivesse aliviado o pé na segunda etapa, o Corinthians não teria saído vivo do seu próprio estádio.

3 a 0 foi pouco castigo para o time paulista.

Mais do que qualquer outro esporte, nada é mais parecido com a vida do que o futebol, pelo fato do heroico ficar próximo do patético.

Enquanto o rubro-negro o esmerilhava, o Corinthians, acuado, não conseguia sair do seu campo defensivo.

Nada demais, não se tratasse de duas equipes de igual categoria, história e tradição.

Não há dúvidas de que o clima pesado no Flamengo desapareceu e o time joga, também, para o treinador “boleirão”.