Como repetir o feito

Confira a coluna desta segunda-feira (27) do comentarista Wilton Bezerra

Montagem com fotos da torcida do Fortaleza e de artistas do movimento Tropicália
Legenda: O sucesso do presente serve como lições para o futuro
Foto: reprodução

Perguntado sobre uma repetição do movimento musical "Tropicália", nos dias de hoje, Caetano Veloso respondeu que, para ter o mesmo impacto, deveria ser muito diferente. Claro, não se pode olhar o presente com olhos do passado e vice-versa.

Para repetir 2021, o Fortaleza, por exemplo, também, precisa ser diferente em 2022?

Diferente, como?

Como seria abrir mão dos conceitos de jogo do treinador Vojvoda e da forma de sucesso da gestão Marcelo Paz?

É preciso ter consciência de uma coisa: não se faz uma revolução de 15 em 15 minutos. Não se reinventa o mundo ao fim de cada mês. Tem muita coisa da boca para fora.

Fórmulas de funcionamento do futebol não se compram em supermercados.

Fato é que os desafios do tricolor serão terrivelmente maiores. Até assustadores, pela responsabilidades colocadas nos costados de um time médio.

Quem queimou no fogo da emoção sabe, mais do que ninguém, o que deve ser mudado para melhor.

Diz um ditado popular que pulula à sorrelfa: "Nada é tão bom que não possa ser melhorado".

Em aprendizado, a jornada fantástica do Leão vai servir para pontuar as decisões a serem tomadas.

Aumentou o sarrafo nos desafios. É colocar no mesmo saco o "velho" e o novo, como fez a "Tropicália".

E comemorar os resultados.