Energia por assinatura: empresa investe R$ 60 milhões em usinas solares e entra no CE

Bow-e debuta no acirrado mercado de energia por assinatura do Estado, com plantas fotovoltaicas em duas cidades

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Legenda: Complexo solar da Bow-e no interior do Ceará
Foto: Reprodução

Com um investimento de R$ 60 milhões em usinas solares, localizadas nas cidades de Trairi e Sobral, a Bow-e, do grupo Bolt Energy, está entrando no mercado de energia por assinatura do Ceará.

A companhia atuará em todos os municípios do Estado, prometendo uma economia de até 18% em relação às tarifas tradicionais de energia. A meta é gerar em torno de R$ 4,5 milhões em descontos anuais na conta de luz para consumidores do Ceará.

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"O modelo de energia solar por assinatura vem ganhando cada vez mais adesão no Nordeste, pois os consumidores reconhecem os benefícios dessa solução, que oferece autonomia, inovação, liberdade de escolha e economia significativa na conta de luz”, afirma Rafael Zanatta, Diretor Comercial e de Operações da Bow-e.

Em 2024, a empresa registrou mais de R$ 14 milhões economizados pelos assinantes no Brasil.

Fundada em 2022, a companhia opera no modelo de geração distribuída. Trata-se de um braço do grupo Bolt Energy, que possui faturamento superior a R$ 1 bilhão. A Bow-e mira atingir uma receita de R$ 360 milhões.

Como funciona a energia por assinatura

O serviço de energia por assinatura funciona como um modelo alternativo de fornecimento de energia elétrica, em que o consumidor firma contrato com uma empresa especializada que oferece descontos na conta de luz, sem necessidade de instalar painéis solares no imóvel.

A fornecedora, geralmente uma empresa de energia solar, injeta energia limpa na rede da distribuidora local por meio de usinas solares remotas e, em troca, o consumidor recebe créditos na sua fatura, conforme as regras de compensação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O cliente continua recebendo energia da mesma distribuidora, no caso do ceará, a Enel, mas com parte do consumo compensada pelos créditos de energia renovável.

O modelo é viabilizado pelas regras de geração distribuída no Brasil e é voltado principalmente para pequenos comércios, residências e empresas que buscam economia sem investimento em infraestrutura própria.

 

 


 

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