Com sequestros relâmpagos e golpes virtuais, PIX vira banquete para criminosos

Após salto em crimes, bancos começam a reagir e pedem novas medidas de segurança; população deve ficar alerta

Mão sobre celular com logo do Pix na tela
Legenda: Cibercriminosos e assaltantes têm realizado diversos tipos de golpe em torno do sistema digital do Banco Central
Foto: Shutterstock

Em menos de um ano, o PIX já revolucionou a forma como o brasileiro paga contas e transfere dinheiro online. Pela agilidade e burocracia zero, o sistema criado pelo Banco Central (BC) vem impulsionando a economia, principalmente no mundo dos pequenos negócios.

Contudo, até as melhores invenções podem causar efeitos negativos. Criminosos vêm se aproveitando das facilidades do PIX para aplicar golpes e delitos de toda sorte.

Em São Paulo, a prática de sequestros relâmpagos triplicou entre abril e junho de 2021 no comparativo com o intervalo de dezembro de 2020 a março deste ano.

Os bandidos miram justamente o PIX e coagem as vítimas a realizar transferências, quase sempre para contas de laranjas. O dinheiro logo é distribuído para outras contas, o que dificulta o rastreio. Como a transferência via PIX é instantânea, reaver as quantias é praticamente impossível.

Golpe do número novo

Ações virtuais em que os golpistas se fazem passar por parentes e pedem transferências por PIX também estão se espalhando com rapidez. 

Uma delas é o golpe do número novo, no qual o criminoso se apropria da foto de algum parente ou amigo, afirma que trocou de número para justificar o fato de não constar na agenda e pede dinheiro por PIX.

Esta escalada de crimes já colocou os bancos em alerta. As empresas solicitaram ao BC mudanças nas regras para coibir ou atenuar os crimes.

Medidas para aumentar segurança

Uma das propostas é permitir que os bancos possam dar liberdade aos clientes quanto aos limites de transferência e pagamento via PIX. Hoje, o valor máximo é atrelado ao teto da TED.

Outra ideia seria estipular limites por horário. Por exemplo, à noite ou de madrugada, o usuário do PIX poderia optar por limitar as transações, enquanto pela manhã, as margens seriam maiores.

É preciso que a autoridade monetária aplique, com urgência, medidas que tornem esta modalidade mais segura, sem perder a praticidade que a fez cair no gosto dos brasileiros.

No campo da segurança, espera-se que as autoridades de todo o País se preparem para enfrentar o crescimento destes crimes.

E a população deve ficar mais atenta que nunca.



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