Mercados públicos de Juazeiro do Norte são oportunidade de comércio, serviços e turismo

Juazeiro do Norte vive um momento decisivo para os mercados, um alerta que deve ser visto como oportunidade.

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Legenda: Diariamente, consumidores de municípios e estados vizinhos desembarcaram em Juazeiro do Norte para comprar e consumir e também para comprar e revender.
Foto: Foto: Arquivo Diário do Nordeste/Honório Barbosa

Você já comeu o sanduíche de mortadela de São Paulo? E o bolinho de bacalhau do centro de Porto Alegre? São dois pratos simples, mas saborosos e que viraram a cara das respectivas cidades por serem servidos nos mercados públicos. São dois exemplos modestos do potencial que tem qualquer mercado, inclusive os de Juazeiro do Norte.

Os mercados públicos são mais do que espaços de comércio e de prestação de serviços. Quando bem administrados, podem se transformar em atração turística. Neles, dois tipos de vendas costumam se destacar: alimentos e artesanato. E alguns produtos vendidos nesses mercados se tornam um símbolo da própria cidade, como é o caso do sanduíche e do bolinho de que falei, verdadeiros chamarizes para consumidores que buscam mais do que um petisco. 

Ir a um mercado público é conhecer e reconhecer a cidade: os sabores, o vestuário, os hábitos. O mercado público é uma vitrine cultural. Só que é necessário encontrar um norte para a gestão desses equipamentos. 

Privada ou pública, é preciso que a gestão seja feita de forma profissional, com trabalho sério, buscando corrigir problemas, mirando melhorias e alcançando essas metas conjuntamente. No caso de São Paulo, o espaço foi concedido à iniciativa privada. Já em Porto Alegre, a opção tem sido por manter público. 

Juazeiro do Norte vive um momento decisivo para os mercados, um alerta que deve ser visto como oportunidade. Esta semana, uma decisão da Justiça ameaçou com interdição se medidas sanitárias e de segurança não forem adotadas com urgência. Foram dados dois meses para que um plano seja apresentado, sob pena de que seja adotada esse fechamento, causando desemprego e outras consequências socioeconômicas.

O município já teve uma experiência de iniciativa privada que foi considerada não exitosa, tanto que foi revertida. Mas, de lá para cá, a gestão pública também não tem tido sucesso, salvo algumas exceções, como a organização do espaço atrás do mercado Senhora Santana. Qual será a escolha será feita?

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Legenda: A gestão pública organizou o espaço atrás do mercado Senhora Santana.
Foto: Foto: Divulgação/Thiago Sousa

Juazeiro do Norte é uma cidade rica culturalmente. É vocacionada para o comércio. Diariamente, consumidores de municípios e estados vizinhos desembarcaram na cidade para comprar e consumir e também para comprar e revender.

Administradores da Prefeitura, permissionários e membro do Ministério Público (órgão que fez a provocação à Justiça) precisam sentar, conversar e traçar medidas factíveis. Não é momento de apontar culpados. Os mercados são oportunidades para o comércio local e o turismo. Não há dúvida sobre isso. É a partir daí que se deve pensar.

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.



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