Em busca do ouro: início das apresentações marca ano olímpico do vôlei brasileiro

Após mais de um ano sem calendário de seleções, atletas começam a chegar no Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema

Seleção feminina
Legenda: Seleção feminina vai a Tóquio em busca do tricampeonato
Foto: CBV

Não existiu calendário das seleções brasileiras de vôlei durante a pandemia. A modalidade, que figura entre as mais vitoriosas do País nos Jogos, esteve parada por mais de um ano, desde as Copas do Mundo, nos dois naipes, em setembro e outubro de 2019. Agora, aos poucos os grupos vêm sendo remontados. 

De olho nas disputas na Liga das Nações, que acontece no próximo mês, em formato de “bolha”, na Itália, algumas atletas já se apresentaram no Centro de Desenvolvimento do Vôlei, em Saquarema. A convocação, divulgada pelo técnico José Roberto Guimarães, traz apostas e velhas conhecidas da torcida. O fato é que o tempo é curto e a menos de quatro meses das Olimpíadas, definir apenas 12 nomes para representar o país em Tóquio, não vai ser tarefa fácil.  

Mayany e Lorenne
Legenda: Mayany e Lorenne são jovens apostas e estão entre as atletas que se apresentaram esta semana
Foto: CBV

Em jogo, cenários distintos de atletas perto do final da carreira, que podem ter nesta a última oportunidade de participar da competição, como Sheilla, Jaqueline e Carol Gattaz (nenhuma destas ainda convocada) e jovens estrelas que começam a despontar no cenário nacional, como Ana Cristina e Lorenne. 

A lista dos homens convocados conta, por enquanto, com apenas quatro nomes (Fernando Cachopa, Alan, Isac e Rodriguinho – todos do Cruzeiro) e deve ser incrementada após o final da Superliga, que ainda está na fase semifinal. 

Tóquio 2020 deve representar para o vôlei marcos distintos nos dois naipes. Provavelmente, de continuidade no masculino e no feminino, de recomeço, sem o comando do tricampeão olímpico José Roberto Guimarães e sem nomes consagrados da modalidade. 

NBB define playoffs 

Ainda sem datas definidas, as disputas finais do NBB acontecerão em mini-sedes. Terão preferência para sediar as oitavas e as quartas de final, por exemplo, as cidades do primeiro e segundo colocados na fase de classificação. E as séries foram encurtadas, para definição em melhor de três jogos. Já as semi e finais acontecerão em sede única, tendo prioridade a cidade do time melhor colocado entre os quatro. O Fortaleza Basquete Cearense é o representante do Estado nos playoffs e está garantido antes mesmo de finalizar as partidas classificatórias. 

A competição já vem com adaptações desde a fase de classificação, onde as partidas foram realizadas em etapas, com sequências de jogos na mesma cidade. Os protocolos restringiram os deslocamentos, o que foi uma das alternativas encontradas para tentar minimizar as contaminações pelo coronavírus. Para se ter uma ideia, foram 194 partidas e 8.300 testes de Covid e 96 resultados positivos, entre atletas, comissão técnica e árbitros. 

Pré-olímpicos cancelados 

A Federação Internacional de Natação (Fina) cancelou os pré-olímpicos de nado artístico, saltos ornamentais e a maratona aquática. As duas primeiras estavam marcadas para acontecer em Tóquio, sede das Olimpíadas e a terceira na cidade de Fukuoka. Foi enviado um comunicado à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos que justificou a decisão da Fina por conta de um parecer negativo da Força Tarefa da entidade que considerou que o plano e a logística para realização não garantiriam a segurança sanitária em relação à proliferação do coronavírus. 

A decisão gera repercussão negativa no período decisivo para os ajustes referentes à realização dos Jogos. Quando se coloca em dúvida a capacidade da sede das Olimpíadas de realizar esses eventos, entram outras questões 

Falando em esportes aquáticos, está prevista para 19 de abril, no Parque Maria Lenk, no Rio de Janeiro, a seletiva olímpica de natação.103 atletas devem estar presentes na competição, que segue mantida apesar do Brasil passar pelo pior momento da pandemia, com mais de 4 mil mortes por dia. 

Cenário é de contrastes, que é reflexo da forma como a pandemia é tratada nos diferentes locais. O percurso até Tóquio, cada vez mais próximo, ainda é cheio de dúvidas. Diante de situações diferentes da covid pelo mundo, preparação de atletas e disputas por vagas é ainda mais desigual. O que se espera é que até julho, quando começam as disputas, a situação da pandemia esteja mais amena em todo o mundo. Até lá, o contexto esportivo é de adaptações, ajustes e incertezas.