Tasso descarta disputas nacionais e vai priorizar candidatura de Ciro no Ceará

Ex-governador terá papel estratégico nos bastidores da chapa de oposição no Estado

Escrito por
Inácio Aguiar inacio.aguiar@svm.com.br
(Atualizado às 16:30)
Legenda: Tasso fez o convite pessoal para que Ciro Gomes retornasse ao PSDB
Foto: Thiago Gadelha

A despeito das recentes especulações, o ex-senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) não irá atuar em nenhuma função no debate nacional neste ano. A prioridade dele é a pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo do Estado.  

Mesmo sem concorrer a cargo público, o ex-governador tem um papel estratégico nos rumos da oposição no Ceará neste ano, quando o grupo chega com relevância na disputa pelo Governo do Estado. 

O arquiteto da filiação 

Em meados de 2025, Jereissati tratou pessoalmente do retorno de Ciro Gomes ao PSDB, uma jogada impensável até bem pouco tempo, diante de divergências construídas entre o ex-presidenciável e a sigla tucana em âmbito nacional. 

A chegada de Ciro e a articulação da oposição mudou o patamar do tucanato no Estado com a perspectiva de retorno ao poder. O movimento acompanhou o crescimento tucano nacional, um momento que encaminha um ressurgimento da legenda.  

A articulação de Tasso começa em 2026, mas mira o cenário de 2030.

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Foco na disputa local 

Recentemente, o nome do ex-senador cearense foi citado como um nome forte para vice-presidente na chapa liderada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Além de desfazer os rumores, Tasso já comunicou a aliados próximos que a prioridade total é a disputa local, com Ciro a frente da chapa majoritária. 

Com uma composição ampla que deve ter partidos como PSDB, PL e União Brasil, e nomes como Roberto Cláudio, Capitão Wagner e André Fernandes, Tasso se torna peça estratégica nos bastidores. 

Projeção futura para nacional 

Questionado recentemente sobre o papel de Ciro Gomes em 2026, Tasso deu um sinal da estratégia tucana para o correligionário: “Agora é a vez de ele ser governador, daqui a quatro anos, quem sabe...”.