Líder do PDT na Assembleia reclama de 'pressões', mas diz que partido quer seguir no apoio a Izolda

Para Guilherme Landim, seguir na base, até por coerência, é um caminho natural, mas o partido quer saber se o governo tem essa mesma compreensão

Legenda: O parlamentar lidera a bancada do PDT que retoma as sessões plenárias na Casa nesta quinta-feira (4)
Foto: Máximo Moura/Assembleia Legislativa

A bancada do PDT, a maior da Assembleia Legislativa com 13 deputados, quer manter o apoio ao governo Izolda Cela mesmo após a desfiliação da governadora, mas adverte que quer saber se o governo quer seguir com o apoio do partido. As afirmações são do líder da bancada pedetista, deputado Guilherme Landim.

Segundo ele, há informações de que prefeitos e aliados do partido estão sendo pressionados por pessoas ligadas ao Estado para que deixem o apoio ao partido.

“Até para manter a coerência, nós queremos seguir na base de apoio. Mas temos que saber se o governo quer o PDT na base porque há muitas informações de pressões a aliados nossos. Vamos aguardar para ver como vai se comportar”, diz o parlamentar.
Guilherme Landim
Líder do PDT na Assembleia LEgislativa
  

A bancada pedetista na Assembleia se dividiu, no momento de pré-campanha, entre o apoio à própria governadora Izolda Cela e o ex-prefeito Roberto Cláudio, que acabou sendo o escolhido para representar o partido na sucessão.

A decisão levou ao rompimento entre PDT e PT, os dois maiores partidos de sustentação do Governo Izolda Cela. Após o ato, Izolda anunciou sua desfiliação da legenda.

As condições colocadas por Guilherme Landim têm peso porque o partido detém a maior bancada no Legislativo, fazendo jus ao cargo de presidente, posto ocupado por Evandro Leitão. Entretanto, mesmo após a decisão partidária, segue havendo divisão entre os parlamentares do PDT.

Apesar de não haver diretamente declarações que demonstrem insurgência, nos bastidores alguns seguem próximos do grupo hoje liderado pelo ex-governador Camilo Santana (PT).