Izolda Cela revela incômodo com embate entre aliados sobre sucessão: 'dispersa energia'

Recentemente, a chefe do Executivo, que é pré-candidata à reeleição, reuniu os demais postulantes do PDT para acalmar os ânimos

Legenda: A governadora tem cobrado que os debates eleitorais fiquem para o momento da definição pelos partidos
Foto: Fabiane de Paula

A governadora Izolda Cela estava incomodada com a troca de farpas e a guerra de bastidores entre aliados do seu governo no que diz respeito à sucessão estadual. Ela, que é pré-candidata à reeleição, disse a esta coluna que as posturas de lado a lado “dispersam energia” para quem governa e para a aliança que pretende, segundo ela, “ter uma unidade para as eleições”.

Izolda reuniu, na semana passada, os outros três pré-candidatos ao governo do Estado pelo PDT além dela: Roberto Cláudio, Evandro Leitão e Mauro Filho na residência oficial do Estado. O encontro teve como estratégia aproximar os aliados e sinalizar uma trégua nas constantes trocas de declarações que estavam deixando no ar um clima sugestivo de rompimento no arco de aliança.

“Foi um encontro para reafirmar parceria e respeito mútuo. São pessoas por quem tenho admiração e respeito por suas trajetórias, pela presença no que considero a boa política e recebo isso da parte deles também. Importante também para reafirmar que estamos juntos, temos esse sentido de compromisso com o projeto que se desenvolve no Ceará e que acreditamos que tem resultado efetivo e compromisso com o futuro”.  
Izolda Cela
Governadora do Estado

A governadora do Estado reforçou a ideia de que os temas relativos às Eleições sejam deixados para o momento próprio das definições. “É nisso que precisamos nos firmar. Que as questões eleitorais, as decisões necessárias sejam feitas pelo que a conjuntura e o contexto tenham de melhor definição para ter chance de lutar bem para vencer as eleições”, reforçou.

Quase como uma advertência, a chefe do Executivo confirmou o incômodo que estava causando a postura de alguns aliados de elevar o tom em um debate entre aliados, principalmente de PT e PDT, os dois maiores partidos na aliança.

“Isso dispersa uma energia muito importante. No meu caso, (dispersa) no serviço (na gestão do Estado). E também, no caso da aliança, na unidade (desejo de manter o projeto que está no poder com todos os partidos). Dispersar energia com uma coisa que não é importante, não é coisa boa”.