Elmano vai aguardar diálogo com Lula e setor produtivo antes de anunciar ajuda a exportadores
Governo do Estado participa de um grupo do trabalho com ministério e setor produtivo para discutir medidas de socorro às empresas com tarifaço de Trump
O governador Elmano de Freitas (PT) só deverá anunciar medidas de ajuda ao setor produtivo atingido pelo tarifaço após diálogo e acordo com o governo federal e os empresários. O grupo de trabalho, anunciado na última terça-feira (29), deverá começar a se reunir imediatamente, apurou esta Coluna.
O anúncio das medidas de apoio e estímulo aos exportadores por parte do governo do Estado, que já estão em análise, só será feito em conjunto com o governo Lula, no início da próxima semana.
A compreensão das autoridades estaduais é de que o conjunto de medidas envolve competências tanto do Estado quanto da União e que, para serem eficazes, as providências devem ser apresentadas de forma articulada.
Atualização: após a publicação desta matéria, o governador Elmano de Freitas disse, entrevista coletiva, ter pedido ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma reunião até o próximo domingo (3), para discutir a pauta de ajuda ao setor.
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Misto de preocupação e alívio
Após o anúncio oficial do ex-presidente Donald Trump, nesta quarta-feira (30), o Ceará recebeu a notícia com um misto alívio e preocupação. Por um lado, a lista de isenções contempla o aço, principal item da pauta de exportações do Estado. Por outro, os produtos do agronegócio serão fortemente atingidos.
Apenas com as exportações de produtos como cera de carnaúba, frutas e pescados, estima-se que o Estado poderá deixar de comercializar cerca de R$ 1,6 bilhão com o mercado norte-americano.
Créditos do ICMS
Em contato com fontes do setor, esta Coluna apurou que a possível liberação de créditos de ICMS às empresas exportadoras é um dos principais pedidos feitos para compensar as perdas. Outros pontos também estão em negociação, como uma eventual compra, por parte do governo estadual, de produtos como o pescado.
No âmbito nacional, a Confederação Nacional da Indústria e também a da Agricultura e Pecuária articulam uma pauta conjunta com o governo federal. Como o presidente americano adiou o início da vigência das tarifas para o dia 6 de agosto, o setor público e a iniciativa privada seguirão em diálogo até lá.