Com Ciro no radar, Camilo Santana ativa o 'modo eleição' na base governista

Na última semana, o senador registrou 20 encontros com lideranças de diversos municípios nas redes sociais

Escrito por
Inácio Aguiar inacio.aguiar@svm.com.br
(Atualizado às 16:00)
Legenda: Camilo recebeu lideranças como a deputada estadual Jô Farias (PT) e o esposo, Nezinho Farias, prefeito de Horizonte
Foto: Reprodução/Instagram Camilo Santana

O senador Camilo Santana (PT), ex-ministro da Educação, iniciou, na última semana, um movimento de articulação política que dá o start na estratégia governista para a eleição 2026. Diante de um cenário em que a oposição antecipou as tratativas políticas com o nome de Ciro Gomes em evidência, Camilo, principal fiador da Eleição de Elmano em 2022, já entrou em campo em uma rodada de negociações e conversas com lideranças de todo o Estado. 

Em um intervalo curto, o senador intensificou a agenda política e publicou nas redes sociais 20 encontros incluindo ao menos 12 prefeitos, além de vice-prefeitos, ex-gestores e deputados.  

Após deixar o Ministério, Camilo tem duas missões principais: ouvir as demandas dos aliados e reorganizar a base de apoio ao grupo governista. Nesta maratona de encontros, ele escalou ex-secretário da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT).

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Resposta a ruídos internos 

O movimento ocorre em um momento em que, nos bastidores, aliados registram queixas sobre falhas na articulação política do governo. A percepção entre aliados era de distanciamento, especialmente no interior.

A entrada de Camilo no tabuleiro funciona como uma espécie de correção de rota e um sinal de comando na articulação petista.

Estratégia por trás do novo movimento

Até aqui, a maior parte dos encontros acontecia nos bastidores. Ao dar visibilidade às conversas, o comando governista passa dois sinais principais.

O primeiro é ao público interno. Ao comunicar nas redes a agenda de recebimento de lideranças de várias regiões, o grupo anima os aliados no Interior e na Capital, gerando expectativa para os próximos passos.

O segundo é o recado à oposição de que o governo começou a se mexer para confirmar apoios e atender as demandas de lideranças que fazem a diferença na disputa eleitoral. O vácuo anterior alimentou o risco de adesões a Ciro.