Usina da CSP compra sucata ferrosa de fornecedores cearenses

Estratégia da empresa siderúrgica é incentivar empresas do Ceará a qualificarem-se para fornecer-lhe produtos e serviços, com o que gerará emprego e renda na região do Pecém

Legenda: Para gerar emprego e renda na região do Pecém, a CSP compra sucata ferrosa de fornecedores locais
Foto: CSP / Divulgação

Primeira empresa da região de São Gonçalo do Amarante a tornar-se fornecedora de sucata ferrosa para a usina siderúrgica da CSP, a Reciclagem Pecém vende hoje, mensalmente, até 80 toneladas desse material, mobilizando nessa atividade mais de 100 famílias de trabalhadores. Isso começou em 2022.
 
Olímpio Souza, analista de Compras de Matérias-Primas da CSP, explica que o volume de sucata comprado localmente é crescente.


 
“A capacidade da recicladora do Pecém ainda é pequena, se comparada à necessidade da usina da CSP. Mesmo assim, a siderúrgica prioriza a compra no Pecém, com o objetivo de qualificar a empresa local e gerar emprego e renda e desenvolvimento regional. Para que a empresa se tornasse fornecedora da CSP, o pessoal da Reciclagem Pecém passou por vários treinamentos”, revela o analista.

A CSP compra, atualmente, sucata exclusivamente de recicladoras brasileiras. No Ceará, a usina conta com mais de 15 fornecedores, que garantem 40% de toda a demanda para a produção de aço. O volume restante é adquirido de outros estados, como Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
 
“A meta é comprar cada vez menos sucata de outros estados e comprar mais do Ceará, especialmente do Pecém”, diz Olímpio Souza. 
A Reciclagem Pecém está atenta à possível ampliação do mercado local. 

Até 2023, a siderúrgica deseja cumprir a meta de comprar exclusivamente de fornecedores de São Gonçalo do Amarante e de Caucaia os produtos e serviços de nove categorias: alimentação, material de escritório, material de informática, uniformes, barra/perfil/cantoneira, lavagem de veículos, material de construção, gráfica,reprografia e madeira.

O gerente Geral de Relações Institucionais e Comunicação da CSP, Ricardo Parente, explica que a siderúrgica tem como diretriz garantir o papel social da empresa na comunidade, atuando como um dos agentes catalisadores do desenvolvimento regional. 

“Ao comprarmos de fornecedores da região, não só contribuímos para o giro da economia local, mas também cooperamos com o aperfeiçoamento dos seus modelos de negócio. Com isto, ajudamos a aumentar a competitividade dessas empresas regionais e, acima de tudo, cumprimos um importante papel social na comunidade”, concluiu.