Transnordestina: Lula inaugurará lotes 4 e 5 em Quixeramobim
Grupo de empresários liderados por Amarílio Macedo mobiliza-se para criar a ZPE do Sertão Central
Atenção! Na próxima quinta-feira, 2 de julho, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva visitará Quixeramobim, no Sertão Central do Ceara, para inaugurar os lotes 4 e 5 da Ferrovia Transnordestina e para presenciar o início oficial das obras de construção do Lote 6, que conectará aquele município ao de Quixadá. O Lote 4 liga Acopiara a Piquet Carneiro; o Lote 5 vai de Piquet Carneiro a Quixeramobim, passando por Senador Pompeu.
Esses trechos da ferrovia, como os quatro anteriores, desde Salgueiro, em Pernambuco, até Acopiara, foram executados pela Marquise Infraestrutura, uma empresa do Grupo Marquise e que tem como presidente o engenheiro Renan Carvalho.
Esta é uma boa notícia, mas há outra: aguardando o presidente, estará um grupo de personalidades da região, incluindo o prefeito local, Cirino Pimenta, e o empresário Amarílio Macedo, acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo J. Macedo, com negócios na região, os quais pedirão o apoio de Lula para o projeto de criação da ZPE do Sertão Central.
No último sábado, 27, esse grupo recepcionou em Quixeramobim o escalão precursor da Presidência da República, que durante todo o dia inspecionou os locais da visita pelos quais passarão o presidente Lula e sua comitiva, cujo roteiro será agora elaborado. Esteve presente à recepção o engenheiro Simão Pedro, coordenador das obras da Transnordestina nos trechos a serem inaugurados e no outro a ser construído.
"Como o projeto de constituição da ZPE do Sertão Central é um empreendimento privado em desenvolvimento para estar diretamente conectado à Ferrovia Transnordestina, fomos convidados para contribuir com os preparativos da visita do presidente Lula. Estamos entusiasmados com a chance de fazer parte desse momento tão especial para o desenvolvimento econômico de Quixeramobim, do Sertão Central e do todo o Ceará", disse Amarílio Macêdo, nome mais destacado do grupo que trabalha pela criação da ZPE do Sertão Central.
Por enquanto, o Brasil tem instalada e em efetiva operação apenas uma ZPE, a do Ceará, localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O processo de criação de uma Zona de Processamento para Exportação é demorado e tem de atender a uma série longa de requisitos e de exigências da Lei que criou as ZPES. Esta coluna ouviu, a respeito da pretensão dos quixeramobinenses, o economista Fábio Feijó, secretário do Desenvolvimento Econômico do Governo do Ceará, que disse o seguinte:
“O que temos aprovado de fato é o Porto Seco de Quixeramobim, que é uma grande conquista. Tenho conhecimento de que há um estudo em andamento com investidores privados e com o município para, além do Porto Seco, avançarem para uma ZPE. A competência de aprovação de uma nova ZPE é do Governo Federal.”
A coluna apurou que o projeto da ZPE do Sertão Central está seguindo as diretrizes da Lei Federal n° 11.508/2007, que disciplina o funcionamento das Zonas de Processamento para Exportação. e autoriza sua implantação sob gestão privada.
O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, lembrou à coluna que, neste momento, há em execução duas obras que, quando concluídas, fortalecerão a economia cearense, incluindo a do Sertão Central: o Projeto São Francisco de integração de Bacias e a Ferrovia Transnordestina.
“E Quixeramobim, município de referência para toda a região, sediando uma importante bacia leiteira, um expressivo polo calçadista e, ainda, uma relevante reserva mineral, está pronto para receber investimentos estruturantes que vão transformar a realidade socioeconômica do município e do Sertão Central”, complementou o prefeito Cirilo Pimenta.
Liderando o grupo político e empresarial que deseja a instalação de uma ZPE em Quixeramobim, Amarílio Macedo demonstra otimismo:
“Na próxima quinta-feira, com o que verá e ouvirá aqui, o presidente Lula certamente ficará sensibilizado com o vibrante momento de Quixeramobim e do sertão central do Ceará. Estamos falando de uma oportunidade histórica e inédita para uma fase nunca antes experimentada pelo desenvolvimento do município e de toda a região. Afinal, queremos ser um ponto de atração para investidores do mundo inteiro. Não à toa, já estamos em tratativas para atrair a primeira empresa âncora da nossa futura ZPE”, disse o empresário, que não tem dúvida de que Lula apoiará a iniciativa, cuja aprovação, porém, depende do Conselho Nacional das ZPEs, como aconteceu com a ZPE do Pecém.
UMA INDÚSTRIA ÓTICA EM PLENA PRAÇA DO FERREIRA
No centro comercial de Fortaleza, bem na Praça do Ferreira, algo inusitado chama a atenção: a presença literal de uma indústria óptica no coração da cidade. Em um espaço tradicionalmente associado ao comércio e à circulação diária de milhares de pessoas, a rede de lojas Óticas Visão, comandada pelo empresário Assis Cavalcante, mantêm uma estrutura própria de fabricação de lentes equipada com tecnologia alemã. A operação combina fabricação própria e processos tecnológicos, tornando-se um exemplo pouco comum de atividade industrial instalada no bulício da capital cearense.
As lentes EyeView são desenvolvidas a partir de um processo que considera, de forma individual, a prescrição médica e as particularidades visuais de cada usuário. A tecnologia empregada na fabricação permite um elevado nível de personalização, garantindo que cada lente seja produzida com base nos parâmetros ópticos identificados durante a avaliação visual, respeitando as necessidades de correção e a anatomia ocular de cada paciente.
Entre as características do processo está a possibilidade de produzir lentes até 25% mais finas, proporcionando maior leveza e conforto ao usuário. O resultado está relacionado às tecnologias empregadas na fabricação e ao controle das etapas produtivas realizadas pela própria empresa.
Desenvolvidas entre 2012 e 2013, as lentes EyeView fazem parte da estratégia de inovação das Óticas Visão, que investe continuamente em tecnologia e produção próprias. Atualmente, a empresa fabrica integralmente suas lentes em laboratório próprio (indústria), concentrando em uma única estrutura etapas que vão do desenvolvimento à produção.
O modelo de verticalização adotado pela empresa permite maior controle sobre os processos produtivos, a qualidade das lentes e a aplicação de tecnologias especializadas ao longo de toda a cadeia de fabricação. A estrutura de fabricação própria também garante maior controle sobre os processos produtivos e os padrões de qualidade adotados pela empresa. Essa indústria óptica opera com tecnologia Schneider, de origem alemã, e tem capacidade para produzir até 150 pares de lentes por dia.
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