Tenhamos muito cuidado com as mentes do mal
No Ceara, há pessoas, mas são poucas, que têm ojeriza a boas notícias. Elas são nocivas à sociedade e aos negócios
Esta coluna tem o DNA do otimismo e procura disseminá-lo pela sua multidão de leitores. Com quase 100% de êxito. Como em todos os segmentos da humanidade, há também, nas diferentes áreas da atividade econômica, os especialistas na propagação do pessimismo, e isto é muito ruim e causa preocupação quando o argumento chega desprovido de racionalidade.
Aqui no Ceará, tenta prosperar meia dúzia de mentes de inspiração diabólica que, a cada boa notícia sobre a economia cearense, levanta uma dúzia de suspeitas a respeito da procedência da informação, da honorabilidade dos seus atores e da qualidade do que é noticiado. Mentes assim, que em nada enxergam virtudes, fazem mal à sociedade e a si próprias. São nocivas ao ambiente dos negócios e à relação entre as pessoas.
Nos últimos dias, este espaço tem propagado iniciativas que revelam o potencial do Ceará e a criatividade dos cearenses na busca de novas alternativas para o incremento de sua indústria e de sua agropecuária. Por exemplo: um grupo de médios e pequenos produtores rurais de Ocara trabalha, por enquanto sem o apoio do governo, para transformar aquele município em um grande polo de produção de milho.
A proposta é genial: ao lado de suas propriedades, passam o Eixão das Águas, cujo canal está sendo duplicado, e, ainda, uma linha de energia elétrica em 69 KV capaz de mover pivôs centrais para a irrigação do que hoje é cultivado, com êxito, em sequeiro com sementes de alta qualidade; tanto é assim que a safra, hoje em processo de colheita mecanizada, registra produtividade de 110 sacas de 60 quilos por hectare. Com a irrigação, será possível alcançar produtividade muito maior, de até 180 sacas de milho por hectare.
Alguém que vê tramoia em tudo transmitiu mensagem à coluna, apontando “interesses pessoais e políticos dos produtores e de quem está junto deles”, sem detalhar suas suspeitas, mas usando-as para disseminar o mal. Foi rechaçado por sua alta taxa de toxicidade.
Fazer de Ocara um polo produtor de milho é uma ação do bem, que fará não apenas do município, mas igualmente do seu entorno uma nova fronteira agrícola. Ocara, vizinho de Morada Nova, tem, agora – graças à ação do governo e da natureza – água, energia e solo propícios para qualquer tipo de agricultura. E pode, sim, ser o maior produtor de milho do Ceará, e o será, como antecipa o secretário do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do governo estadual, Sílvio Carlos Ribeiro, um entusiasta dessa ideia.
Vamos, agora, ao lado da indústria. As mesmas mentes demoníacas que tentam infernizar o progresso do agro cearense voltam-se para a infraestrutura do Ceará, focando principalmente o Porto do Pecém, onde haveria “interesses empresariais a serviço de um grupo político”, algo muito bem inserido na teoria da conspiração.
A coluna segue de perto o que se passa no Pecém e no seu Complexo Industrial e Portuário, e o que observa lá é um grande esforço público e privado para adequar todo aquele equipamento – criado pela visão de Tasso Jereissati nos idos dos anos 1990 do século passado – às exigências que estão chegando: um píer exclusivo para a operação de uma usina de regaseificação, a ampliação do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) e a construção de um Terminal Ferroviário que consolidará Pecém na posição de mais moderno porto marítimo do Nordeste.
Essas mesmas mentes não se conformam com outra notícia aqui divulgada, a de que o Observatório da Indústria, instalado e em operação pela Fiec, é uma plataforma digital que dispõe de 8 trilhões (sim, 8 trilhões) de dados sobre a economia do Ceará, do Brasil e do mundo. São essas informações que, por contrato, subsidiam projetos de várias empresas daqui (como as dos grupos Edson Queiroz e M. Dias Branco) e de outros estados.
Na agropecuária, informações semelhantes estão também disponíveis no Centro de Inteligência do Agro do Ceará, montado e operado pela Federação da Agricultura (Faec). Ou seja, a indústria e o agro usam a melhor da Tecnologia da Informação para dar suporte ao empresariado dos dois setores. Mas as mentes do mal rejeitam estas informações, alegando que elas, “além de exageradas, só servem a grupos de interesse”.
Uma coisa é a crítica construtiva, que serve para reorientar e atualizar decisões de empresas e governos; outra coisa é a crítica que, sem fundamento, revela clara desonestidade intelectual de quem a faz, e muitas vezes procedentes de fontes acadêmicas que se manifestam por puro interesse ideológico, e às vezes eleitoral.
É esse tipo de crítica e de crítico que faz mal à sociedade.
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