PecBrasil: espetáculo musical de abertura emocionou às lágrimas

Com a presença do governador Elmano de Freitas e de dirigentes nacionais da CNA e do Sebrae, a cerimônia contou a história do produtor rural nordestino

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 07:27)
Legenda: Na penúltima cena do espetáculo musical que abriu a PecBrasil, Nossa Senhora, a 3 metros de altura, canta. E a chuva cai no sertão.
Foto: Divulgação
Um oferecimento de:

Aconteceu como estava previsto: a cerimônia de abertura oficial da PecBrasil 2026 ontem, no Theatro José de Alencar, foi emocionante pelo ineditismo, levando às lágrimas várias das mais de 500 pessoas – a maioria produtores rurais – que a assistiram. Com a presença do governador Elmano de Freitas, que fez, logo no início da solenidade, um discurso de louvor aos que trabalham e produzem na agropecuária cearense, o espetáculo musical imaginado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faec), Amílcar Silveira, e desenvolvido e dirigido pelo jovem cearense André Gress, prendeu a atenção do auditório, pois contou a história do produtor rural nordestino. 

Iniciada às 19 horas, o espetáculo foi dividido em cinco cenas teatrais, intercaladas com homenagens prestadas a personalidades do Ceará cuja vida está diretamente ligada ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária estaduais.  

Tudo começa com a decisão do protagonista da história que, com a mala na mão, decide viajar de sua fazenda no sertão cearense até Fortaleza com o objetivo de ver a abertura da PecBrasil. Aqui, ele se admira com o que vê – o mercado central, a Catedral da Sé, a Beira Mar com seus belos edifícios e com sua praia, onde entram e saem as jangadas dos pescadores, e o Porto do Mucuripe, onde atracamos navios petroleiros, porta contêineres e de passageiros. Tudo parece um sonho, embalado pelo ritmo da música e pela poesia que ela transmite. 

Subitamente, o personagem se depara com a realidade da cidade grande: um jovem arranca de sua cabeça o chapéu de feltro que a protegia do sol; outro rouba-lhe a mala, que só no penúltimo ato lhe será devolvida. Todo o espetáculo, então, acontece com diálogos do protagonista com outros personagens – seus pai, seu avô e amigos que tratam sobre o compromisso de mudar a paisagem sertaneja pela melhoria da produção e das condições de produzir no campo. Há referências ao esforço que a Faec faz neste sentido. 

Em cada cena está presente a mensagem das músicas que são a cara do Nordeste e do Ceará, da Asa Branca ao Assum Preto, da Ave Maria Sertaneja à Súplica Cearense. Mas há, ainda, músicas feitas e cantadas exclusivamente para o espetáculo.  

Na penúltima cena, Nossa Senhora sai do chão rachado do sertão castigado pela seca inclemente, e fica a 3 metros de altura, no meio do palco, coberta por um facho de luz branca, como uma auréola. A personagem, ouvindo a prece dos desesperados agricultores que lhe erguem os braços, passa a cantar e, de repente, a chuva cai, veem-se os relâmpagos e ouvem-se os trovões, anunciando a volta da chuva. O público delira e aplaude com força. 

O espetáculo encaminha-se para o seu final: o protagonista junta-se ao pai, ao avô e aos amigos, aos quais também se associa um diretor do sistema Faec/Senar com o qual planta uma semente, a semente da esperança de que o agro do Ceará ganhará vida, músculo, força e progredirá com a tecnologia e a inovação, algo que coroa, nos últimos anos, o trabalho que há três décadas a comunidade do agro implementa e que culmina com a Pecnordeste, agora transformada em PecBrasil, que, ocupando todos os espaços dos dois gigantescos pavilhões Leste e Oeste do Centro de Eventos, ficou grande, importante e ganhou prestígio nacional. 

De novo sob o ritmo da música nordestina, o espetáculo se encerra com a plateia de pé a aplaudir seus atores e cantores que cantam e dançam e em seguida se apresentam, como acontece em todos os teatros do mundo. A plateia segue aplaudindo. 

Após o ato, os convidados da Faec dirigiram-se aos jardins do Theatro José de Alencar, onde foi servido um jantar, antecedido por um belo e maravilhoso show da cantora Marina Elali.  

Presente ao espetáculo, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, parabenizou seu colega da Faec, Amílcar Silveira, a quem disse:  

“Parabéns, Amílcar, você inovou outra vez, e na nossa próxima Feira da Indústria, que foi inovadora, teremos de buscar outras inovações. Isto mostra que a indústria e o agro estão caminhando juntos em benefício do desenvolvimento do Ceara.” 

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, também presente ao evento acompanhado de diretores da instituição, entre os quais sua superintendente no Ceará, Eliane Brasil, declarou-se muito bem impressionado com o que viu e ouviu.  

“Foi um belo espetáculo que retratou com fidelidade a vida de quem produz na agropecuária nordestina”, disse Câmara à coluna. 

Os empresários Beto Studart e Carlos Prado declararam-se surpresos e emocionados com a alta qualidade do espetáculo, e parabenizaram o presidente da Faec pela sua realização. Eles cumprimentaram e parabenizaram, também, o diretor André Gress. 

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